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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A nova década já começou mal

Não quero e não gosto de ser rabugento (que isso), pessimista (nããããooo), mau humorado (Cláudia manda beijos), mas o ano de 2011 não traz bons augúrios. Os próximos nove anos, aliás, serão complicadíssimos, escrevam o que estou dizendo. Nem é o risco de uma terceira guerra mundial eclodindo nas Coreias ou no Oriente Médio, ou o governo Dilma, ou o retorno triunfal de Lula em 2014. Também não falo do colapso ambiental e energético que o consumo desenfreado puxado pelos países emergentes. Mas tudo isso fica em segundo plano quando estamos diante da quebra de uma sequencia que marcou a mais intensa das décadas da história. Durou pouco mais de dez anos, mas se tornou uma tradição que certamente, iremos repetir sempre que possível. Mas 2011 trará seu fim. Sentiremos saudades dos óculos de ano novo. Mas os genuínos. Aqueles, cujas lentes eram os zeros do ano vindouro. Ou seja, para ter um bom óculos, é preciso que um ano tenha pelo menos dois zeros em seus algarismos. PORRA, 2011!!!


Vejam como eram divertidos e lúdicos. Faziam a alegria de crianças, adultos, até mesmo de políticos (não é, Sr. Kassab, o estiloso de 2009?). Para 2011 até tentaram emplacar o modelo abaixo, mas eu acho que não ficou muito legal. 1 não é 0. Zero é uma boa lente, mas um pode ser, no máximo, uma haste.


Enfim, pra quem ainda tem alguma esperança de que esse ano vai prestar, tsc, tsc, só vou deixar meu Feliz 2011 por pena e porque é convenção social.
Em 2020 a gente conversa. Até!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E a família, como tem passado?

Sou extremamente medroso e covarde. Dentre meu farto acervo de defeitos, medo e covardia andam latentes ultimamente. Esse não é um post auto-depreciativo. Minhas qualidades são ainda mais recorrentes e também vivem se afirmando em meus dias, dariam um comentário ainda maior que esse, o qual não irá se alongar devido aos trabalhos que preciso terminar para amanhã e só me forcei a postar para, enfim, escrever, coisa que não faço há muito tempo e tenho sentido muita falta. Quer dizer, escrevi sem parar na última prova da faculdade. Minha caneta parecia autônoma e meu cérebro cooperava, finalmente. E o texto de consulta sobre meu colo também dava uma força. Mas digo escrever no blog. Ou nesse ou no outro. Resolvi por esse porque, bem, coitado, ele ainda existe? Tenho o desejo de postar quase sempre, tornar o blog quase pessoal, mas divido, ou melhor, quase divido com outros pessoas. Aí monopoliza. Escrever tipo "hoje tive um dia muito legal. fiz isso, aquilo outro e mais aquela outra coisa. e percebi que se deve viver cada dia como se fosse o último." ou "não paro de pensar no fulaninho de tal. hoje ele piscou pra mim e eu quase me derreti". Blog tipo de mulherzinha, que fala da vida e ninguém lê. Um blog corriqueiro, pessoal e chato. Posso? Tenho adiado todos os meus problemas. Eu tinha que ligar para uma pessoa a fim de resolver um pepino no qual me meti - ou me meteram. Ao invés de fazer imediatamente a ligação, eu ouvia Lady Gaga, ficava enrolando, fazia qualquer outra coisa sem esquecer que precisava estar com o telefone na mão solucionando o pepino. Adiar não dá jeito. Só piora. Eu tenho muita vergonha de falar em público. Extremamente muita vergonha, por ser gago - sim, eu sou gago, mesmo que ninguém acredite - e possuir uma certa deficiência em formular uma linha de raciocínio que seja clara para outra pessoa além de mim. Numa aula, semana passada, a professora dividiu a turma em duplas, e cada dupla tinha que explicar para o restante da turma sobre um determinado tema da matéria. O que fiz? Saí da sala, esperei lá fora, mijei, bebi água vinte vezes, mijei de novo, bebi mais água, voltei para a sala, com todas as duplas já formadas. Busco terminar as coisas, não necessariamente resolvê-las. Mas me juntei com uma dupla, falei tudo sobre o tema em questão e uma das integrantes, a qual escreveu tudo que eu tinha dito, fez a apresentação oral. A professora, bem, não acrescentou nenhuma informação. Ao menos burro não me senti. Só medroso e covarde mesmo. E eu não gosto dessas coisas.