
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
A nova década já começou mal

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O Lerdo
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
(coloque sua onomatopeia de implosão aqui)
Eu queria ter a incrível capacidade de transformar em pó um argumento que parece irresistível. E com uma só frase.
Querem dois exemplos, e só de hoje?
1) Manchete de um grande jornal: "0,01% é o percentual de moradores do Alemão que acusam policiais"
Resposta de um político famoso, no twitter: "Cuidado com os números. Sob essa ótica, 0,005% dos cariocas são assassinados por ano."
2) Pergunta da âncora do programa de TV: "O que leva um analista de sistemas de 23 anos a roubar e vazar documentos da diplomacia americana?"
Convidado 1: "É provavelmente uma forma de protesto e não aceitação à política externa ame..."
Convidado 2: "Vaidade."
Fim de papo.
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O Lerdo
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domingo, 3 de outubro de 2010
"De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido"
A quem interessar possa, a frase do título é do escritor José Saramago e eu já falei sobre comunicação, leitura e escrita por aqui. Depois de meses sem postar, retomar um assunto antigo – em todos os sentidos – não é muito esperto. Mas foda-se tudo bem. Sigamos.
Como fez à exaustão em sua existência, Saramago se equivocou. Desta vez, na crítica ao Twitter. Disse que o microblog representa uma tendência a comunicar-se com cada vez menos complexidade, ao monossílabo. Uma passada superficial sobre os assuntos mais populares (os Trending Topics) do serviço pode dar razão ao escritor, falecido em junho deste ano.
Saramago, porém, sabia que a comunicação curta e ágil também pode render reflexões extensas e aprofundadas. Só devia estar de mau humor ou magoado por não saber tuitar. De fato, o curso da humanidade é pontuado por grandes frases que caberiam perfeitamente nos 140 caracteres de um tweet. Querem ver uns exemplos? Obviamente, foram retirados de seus respectivos contextos, mas é isso que faz a História.
“Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.” (Pedrinho, o Primeiro - 91 caracteres)
“Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho.” (Martin Luther King – 120 caracteres)
“Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade.” (Neil Armstrong – 77 caracteres)
“A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram.” (Ulysses Guimarães, ao promulgar a Constituição de 1988 – 61 caracteres)
“É bom ter livros de citações. Gravadas na memória, elas inspiram-nos bons pensamentos.” (Churchill - 86 caracteres)
Ainda há muitas outras, que não citarei (fiquem à vontade para fazê-lo nos comentários), por simples razão: o texto acima tem 1400 caracteres, com exceção dos espaços. Pode contar (not). Ele foi motivado pelo simples fato de o Twitter estar destruindo a minha vida, chegando a me fazer esquecer deste blog. Tive de ser acordado pela leitora-sócia Dari pra poder digitar este texto. Mas não consigo parar. Há tratamento? Saramago estava certo?
Também tento provar pra mim mesmo que ainda tenho a prática de escrever textos mais longos, apesar de 1400 caracteres ainda ser muito café com leite. Mas o número é simbólico, vocês entendem...
Bom, nos vemos no meu twitter. Tenho muito ainda a grunhir.
Me lembrei das redações que fazia pro curso de inglês, que deveriam ter pelo menos 100 palavras. Fiz um exercício parecido agora. Só que mais divertido
Conspiração feita por
O Lerdo
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domingo, 1 de agosto de 2010
Só uma breve reflexão
Acabo de assistir ao filme O Grupo Baader-Meinhof e o que me veio à mente é que sempre vi o Brasil como um país de alienados. Não que eu queira que a nossa geração saia às ruas com armas em punhos, cometendo ataques a bomba e sequestros, mas o que nós fizemos para sermos ouvidos, mesmo que pelos meios errados?
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A Vilã
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quarta-feira, 4 de março de 2009
Supino reto, 15kg. Três séries de 12.
1º sinal - Algo vai mal: sua mãe te chama pra fazer exercícios físicos;
2º sinal - Sim, tem algo realmente mal: você faz exames caseiros de IMC e porcentagem de gordura e descobre que está na categoria de subdesnutrido, no jargão profissional;
3º sinal - Fim do mundo: você se vê num vídeo e percebe que, se estivesse ventando, voaria. E se estivesse de noite, você estaria usando um pijama com uma listra só.
E assim, eu fui parar na academia: lugar onde as pessoas cultuam o próprio corpo, suam loucamente, olham uns pros outros com inveja/cobiça/luxúria e ainda encontram tempo pra fazer exercícios físicos.
Antes de iniciar minha jornada, que já dura dois meses (sem muitos resultados visíveis), entrei na sala do médico para fazer alguns exames: pois é, estou realmente subdesnutrido, mas graças à academia, descobri que também tenho escoliose sinixtro-convexa, hiperlordose cervical, pés abdutos, inclinação leve da cabeça para a direita, entre outras tantas desregulagens. Valeu, academia!
Depois deste banho de auto-estima, iniciei as aulas com um professor muito gente boa que, prontamente, ensinou os movimentos de cada exercício que eu deveria fazer. Isso todos os dias, porque eu nunca decorava. Posso utilizar meu cérebro pra várias coisas, mas a região responsável por movimentos e coordenação motora ainda é um campo a ser desbravado.
Dez minutos de bicicleta depois, não sei se eram minhas pernas, meus pulmões ou meus ouvidos os que mais doíam, porque aguentar o revezamento música eletrônica - axé - trilha de novela é mais cansativo que uma maratona. Por isso eu levei meu MP4 nas aulas seguintes. Aproveitei o período de carnaval e coloquei sambas-enredo pra escutar. É legal porque como quase todos os sambas têm uma divisão entre versos e refrões parecidas, fica mais fácil calcular quanto tempo falta pra série terminar.
Na esteira, porém, o samba não é muito indicado. Afinal, ele foi feito pra sambar, não pra correr. Nesse caso eu indico rocks alternativos bem dançantes, estilo Arctic Monkeys.
Tá, já esses foram feitos pra dançar, não pra correr, mas vai por mim, funciona direitinho sim ^^.
Depois do aquecimento, vem a musculação em si, onde eu me sinto um pouco ridículo por arfar no levantamento de pesos de 4kg. Mas é só olhar pro lado e ver aquele tio fazendo exercícios pros glúteos que eu percebo que pelo menos eu tenho senso do ridículo.
Por volta de 40 minutos depois, série terminada, vem a parte mais humilhante: o alongamento. Humilhante porque os professores nos colocam em cada posição que me faz lembrar aqueles caras do canal de kama-sutra, digo, vale-tudo. E porque eu também não sou bom em alongamento. Sequer consigo encostar a mão na ponta dos pés sem dobrar os joelhos. Quanto ao primeiro problema, eu tentei uma solução: procurar uma professora e me alongar com ela. Depois que ela quase me partiu no meio, eu parei com essa besteira de escolher hehehe ^^"
Com o professor o embaraço é maior, mas a dor é menor.
Enfim, como vocês devem ter percebido, estou exultante nesta fase da minha vida. E ainda tenho dois meses a frequentar, pois paguei adiantado (IUPIII!!!). Agora eu tenho que me retirar, pois só escrevi esse texto como modo de postergar minha ida. Mas não dá mais pra enrolar, né? Até depois do açaí.
Abaixo, o que nossos amigos Conspirados estão achando da minha nova empreitada.
'Eu também estou fazendo exercícios. Não vê que eu já estou com ombros?'
O Chato, tão iludido quanto eu.
'Gosto de você magrelinho desse jeito.'
A Psicopata, obrigado pela parte que me toca.
'Legal, agora você pode conversar com O Esquisito sobre academia, levantamento de pesos etc.'
A Vilã, sem o menor tom de deboche.
'Quanto é? (...) Que caro!'
O Esquisito, me dando apoio.
'Se ele é uma gracinha assim, imagina quando ficar gostoso?'
O Idiota, prefiro não comentar... ¬¬
' (...) '
A Interesseira, enquanto apalpa meu "peitoral" (põe aspas nisso)
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Não por acaso
"Quem" é de fato esse senhor? Até que ponto ele é determinante em nossas vidas? Quando um acontecimento pode ser dito como resultado de uma escolha, uma eventualidade ou pré-determinado por um Ser Superior? Essas questões sempre me atormentam, pois acredito no livre-arbítrio assim como no Ser Superior. E é tão antagônico pensar:
"Eu tenho livre-arbítrio para fazer minhas escolhas, a vida é minha e faço o que bem quiser dela, mas o Ser Superior sabe o que é melhor para mim".
Minha intenção não é filosofar a fundo sobre algo tão maior para minha percepção humana - falha e unilateral -, mas às vezes me pergunto se o Ser Superior tem mesmo nosso destino já traçado. Será que nada do que faço é fruto do meu pensamento e das minhas decisões? Será o livre-arbítrio apenas um embuste para nos entreter?
E somos bombardeados o tempo todo com histórias do tipo "era para ser", "estava escrito nas estrelas" et cetera. Enredos de livros e filmes (reais ou ficcionais) nos "ajudam" muito a ter uma visão de que 0 destino nosso é este ou aquele, e fica tão difícil imaginar o contrário.
Por exemplo na sequência Antes do Amanhecer & Antes do Pôr-do-sol, como não acreditar que Celine e Jesse foram feitos um para o outro? Ou em A Lista de Schindler não acreditar que o seu destino era aquele? Que se não fosse ele, não seria ninguém mais?
Como não se deixar levar pela velha fábula de que "era o destino"?
Não sou de pregar ou impor minhas crenças aos outros, acredito que cada um é cada um. Sei que todo e qualquer ser pensa de uma determinada forma e respeito MESMO nossas diferenças. Não é porque meu semelhante pensa diferente de mim que isso significa que um pensa certo e o outro não. São as diferenças que nos aproximam e faz com que a humanidade - de certa forma - evolue. Mas será que pensamos diferente pelas nossas experiências de vida, pela nossa visão de mundo? Ou será pela vida já traçada de cada um?
Eu não sei. Você sabe?
Apesar de querer muito uma resposta sobre minhas dúvidas e saber que (talvez) nunca as obterei, não me deixo abater. Vou levando minha vida da melhor maneira que posso, acertando aqui, errando ali e torcendo para que o que eu mereço seja o que eu quero, pois no fim creio que obtemos apenas o que merecemos. Nada a mais, nada a menos.
Sei que o Ser Superior não é tão cruel com O pintam e gosto de pensar que quando Ele nos cria e nos manda para esse mundo, faz uma pergunta:
- O que você deseja?
E no fim, recebemos de acordo com nossa postura diante da vida que nos foi dada.
Conspiração feita por
A Vilã
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