sexta-feira, 26 de setembro de 2008

História Real

Terça-feira eu tive uma oportunidade única, principalmente pra uma futura historiadora, eu e meus miguxus da facul conversamos com um sobrevivente de Auschwitz. E olha que tenho gravações pra provar! Nós estamos desenvolvendo um projeto de documentário sobre o Holocausto, já tínhamos escutado uma palestra do senhor Aleksander que levou grande parte do público as lágrimas, neh Doce de Amendoim? Mas essa conversa foi diferente, nós fomos a casa dele, vimos suas fotos, seus quadros e éramos em um número bem reduzido.

Quando agente entra na casa dele os quadros nos pulas a vista, tudo lembra o Holocausto, mas não de uma forma sóbria e sim como algo forte que não pode ser esquecido. Tem um quadro grande que me chamou mais a atenção, ele fica em cima do sofá é um homem sentado apontando para uma criança que esta numa foto cercada de outras crianças cada uma com estrela no peito.

-Essa criança é o senhor seu Aleksander?

-Sim, sou eu quando estava na escola, ganhei essa foto faz pouco tempo.Um dia os alemães falaram para todos irem para a escola no dia seguinte, pra avisar os coleguinhas que tinham faltado, eles ias dá mais sopa para cada criança.Quando eu contei isso pro meu pai ele me escondeu e não deixou eu ir pra escola naquele dia.Todos os meus amiguinhos foram levados para extermínio, daquela turma eu fui o único que sobrevivi.



Ele sofreu tanto durante a guerra, perdeu a adolescência, a família, sua antiga vida e hoje ele é tão lúcido, educado e amável, ele é feliz no entanto aquelas lembranças nunca vão deixá-lo.

E quanto a mim, o que posso dizer é que simplesmente não consigo formar a idéia dele no campo de concentração, não consigo transformar aquele velinho amável em um jovem judeu preso em Auschwitz, parece algo completamente irreal. Entretanto não há como negar que conhecer o senhor Aleksander é uma experiência incrível que muda as pessoas e que me mudou de certa forma.

7 comentários:

O Lerdo disse...

Talvez seja porque eu não o conheço, mas tenho que discordar de você. Acho muito difícil que alguém seja realmente feliz guardando dentro de si uma dor tão grande. Principalmente quando você diz que a casa do sr. Aleksander transpira Holocausto. Creio que a serenidade deste senhor seja sua arma pra enfrentar uma ferida tão dicícil de curar.

Não me canso de dizer, Psicopatinha do meu coração, que adoro ler seus escritos e sempre aguardo por eles. Mais uma vez, você não nos decepcionou.

jeff disse...

ah, dari chorou? que franguinha! xD

eu quero ver esse documentário. ** é um dos filmes mais aguardados por mim no momento. hoho

Dari disse...

Foi uma experiência única mesmo né amiga?? Vamos contar pros netos...
Isso depois de contar pra o máximo de pessoas q a gente puder, pra levar ao objetivo principal: Que não se repita!


Quanto ao idiota: ¬¬ e silêncio... só!

Wagner disse...

É certo que ninguém pode mudar o passado e também é certo que este cara passou por situações terríveis. Mas coisas boas podem ter acontecido na vida dele após isso tudo. Mesmo que ele nunca esqueça o que passou (detalhe dos quadros), acredito que a vida em si o deixe feliz. Afinal, depois de tudo ele continuou vivo e pode ter momentos de felicidade. Senão, ele teria "se matado" de alguma forma.

Eu acredito nas palavras dele de que é feliz hoje.

A Pscicopata disse...

Ele construiu uma vida nova pra ele, e nessa nova vida ele foi feliz, apesra de nunca ter esquecido, ate por que ele tem uma missão: fazer com que aquilo naum se repita.

Leonardo Freitas disse...

Eu não chorei.
A Dariana não conta. Chora até vendo Mickey e Donald.
Beijos.

Dari disse...

Eu acredito sim na felicidade do Seu Aleksander... Vc sente no jeito dele, não é alguém amargurado, que reclama de tudo, vc não vê em nenhum momento indícios de 'auto-piedade' nele. Ele ficou marcado para sempre, é óbvio, mas a maneira como lida com a situação, como consegue transformar todo aquele horror em algo proveitoso, passando adiante sua experiência, e nos dizendo o tempo todo que devemos ser mais tolerantes, que devemos amar o próximo, essas idéias que foram banalizadas, mas que ditas por ele, fazem novamente sentido. Isso pra mim é verdadeiro amor à vida, e uma maneira de ser feliz! Mesmo porque, não acredito na felicidade total e plena.


Freitas não chorou.
Mas Freitas não conta. Ele é rústico, e rústico não chora."

Beijos.