quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Betametasona
A despeito de um título pouco convencional, inicio este post com um clichê clássico.
O corpo humano é uma máquina perfeita.
Perfeita e previsível.
Assim como um carro, coloque o combustível errado e as consequencias serão desastrosas. Tá bom, no nosso caso pode não ser tão desastroso, mas o carro tem o direito de morrer mais de uma vez.
Assim como o computador, se visitarmos locais perigosos estaremos expostos a vírus, vermes e outras ameaças. E o tratamento pode ser terrível em ambos os casos.
Como não tenho escritos neste mês de dezembro e não tenho vontade de açoitar-me por conta disto, aproveito este último dia do ano para delirar um pouco em companhia de meus amigos leitores. Delírios de uma mente febril. Sem trocadilhos/ironias/figuras de linguagem de poetas românticos ultrapassados.
De acordo com o meu horóscopo - Previsões 2008 - o mês de Dezembro fecharia "o ano com muita alegria e concretização das metas vividas". Estou doente, definitivamente nem um pouco feliz e sem sequer saber se vou conseguir me formar em 2011, conforme o previsto, pois corro perigo em uma quantidade assustadora de matérias. Pouparei vocês dos outros meses, para me poupar também de tão dolorosa leitura. Aliás, por curiosidade, li num jornal como seria meu ano de 2009. Não me lembro. Ainda bem.
Na verdade, 2008 foi um ano diferente. Meus pensamentos foram companhias que sempre estiveram comigo por esta estrada que eu carinhosamente chamo de vida. Me acompanhando e me atormentando. Me atormentando sim, pois minha mente é minha pior inimiga. Junto com as bactérias e o ácido acetilsalicílico. O AAS porque sou alérgico. Se vocês visitarem uma farmácia, verão que praticamente todos os remédios pra gripe, resfriado, tosse, dor na garganta e até mesmo antiácidos estomacais possuem o tal AAS, ou similares. Isso complica a minha vida de forma um tanto quanto notável. Bactérias são outras, que funcionam perfeitamente pra me causar males na garganta ou no ouvido, e são terrivelmente preguiçosas para fazer meu intestino funcionar como um reloginho, igual à propaganda (Minhas sinceras desculpas, esta foi absolutamente desnecessária, devia tê-los poupado). E minha mente... bom, quem me conhece e/ou lê este blog sabe porque minha mente é minha inimiga. Aliás, basta continuar a leitura e terão um maravilhoso aperitivo. Pois bem, enrolei e ainda não concluí. O ano de 2008 foi bastante diferente pois não tive muito tempo para que minha mente apresentasse suas dúvidas. Este foi um ano de muitas certezas, isso sim. Ou quase certezas, já que o Sr. Dúvida não pode mudar tão bruscamente assim.
Adendos:
1: "Meus pensamentos sempre estiveram comigo" talvez tenha sido a coisa mais redundantemente idiota que já escrevi em toda a minha existência.
2: Eu não chamo estrada nenhuma de vida, nem trato minha vida como uma estrada. Muito menos carinhosamente.
4: Ironias da vida. Ácido Acetilsalicílico funcionando como antiácido... vê se pode.
3: Alguém tem um paracetamol?
No ról de certezas, tenho certeza de que tenho amigos, e eles são mara. Os "novos" e os "velhos". Cada um com suas qualidades e defeitos. Tenho certeza também de que estou na profissão certa. Mesmo que um dia eu mude. Também estou certo de que não quero ter filhos. Não sei se suportaria ver miniaturas de mim, com alergia a poeira, comida e remédios, fazendo retrospectivas em blogs ao invés de passar o ano novo na praia. Faço isso também pelo bem da evolução. Meu DNA não é dos melhores. Outra certeza: Deus. Ou uma religião. Eu sempre disse que ser religioso ou ter fé não necessariamente implica ir a uma igreja. Logo eu não ia a igreja alguma. Minha opinião não mudou. Só descobri que ela não se aplica a mim. Eu preciso ir à igreja pra duvidar um pouco menos das coisas. Por fim, a última certeza: o Gato de Shrödinger. Quem vê The Big Bang Theory pode entender o que eu quis dizer. Ou não. Falando nisso, que seriado é esse? Perfeito!
Pra dar a este post algum sentido, arrisco-me a dizer que 2008 foi um ano legal. Tá bom, não foi um ano legal. Tá bom, foi péssimo, e não ajudou a dar um sentido a nada. Mas eu fui um pouco feliz, sim. Justamente por ter se tratado de um ano com poucas dúvidas e muitas certezas. Mesmo que muitas dessas certezas tenham sido desagradáveis, é melhor conviver com isso do que com um ponto de interrogação eterno. Que venham mais respostas para o ano que virá. Falando em ponto de interrogação, preciso saber se passei!!!!!
Ah, e era mentira. 36,9ºC não é febre hehehe. Foi puro ócio criativo da minha parte mesmo rs.
Este post é uma homenagem à grande substância e seus criadores, co-responsáveis pelo tratamento de cinco das cinco amigdalites que tive e de n das n crises alérgicas que se abateram sobre mim. Isso só em 2008. Inclusive as que me atingem desde o Natal.
Um ano de 2009 com muita saúde. E que no próximo dia 31 de dezembro tenhamos algo melhorzinho escrito nessas bandas.
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O Lerdo
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domingo, 28 de dezembro de 2008
Chega uma hora na vida...
Sem dúvida falar mal dos outros é o quesito de excelência da Conspiração, conquistado com muita prática e que nos rendeu um baú cheio de histórias. Mas e se nós imaginássemos o futuro? Já estou meio cheia do passado.
Por quê? Como? Onde? Quando? Com quem? Por que tantas dúvidas nos permeiam? Será por ser difícil conseguir conciliar tantos sentimentos contraditórios? A vida é assim. Uma vez li que todos temos a vida que pedimos a Deus. Ela é um troço esquisito, mas é apenas o que fazemos dela. Não podemos prever o futuro, nem nos atermos aos signos, nem determinar se seremos assim ou assado, temos apenas que deixar que ela nos guie pela mão e vê aonde tudo dará. Quem sabe não será num lugar legal. Quem sabe não seja melhor viver nosso presente da melhor maneira possível. As dúvidas continuarão, mas creio que a jornada será muito mais prazerosa.
Chega de perguntas para as quais não há respostas. É uma tendência cultural começar a questionar a vida antes da passagem do ano. As pessoas esquecem que é só uma maneira que a humanidade criou de formar um ciclo. Chega dessa vida de pseudo-vislumbre do futuro. Faça você o seu futuro. Ou continue esperando que algo maior mude sua vida...
Com os pontos de interrogação ainda de lado, hei de empregar o ponto final sem muita certeza do que afirmo, pois até o instante não sei como proceder diante de questões inevitáveis. E até se soubesse, o grau de compor uma afirmação convicta beiraria o zero absoluto. Certa vez ouvi que, ao final, grande parte do que fazemos não importa. Cada vez que medito sobre tal adágio, já misturado com tantos outros, imberbes ou já carrancudos que em mim se acoplaram e agora se confundem com os que convenho, vou contra minha natureza dúbia e tomo como certeza o que meus ouvidos receberam e meu cerne agregou. Mas sem anular a possibilidade de eu virar a esquina e a vida me mostrar que mais uma vez me enganei.
Discursos sobre a vida - sejam eles poéticos, românticos, epifânicos, viscerais, carnais ou de "pura sacanagem". O fim poucos comentam por ter medo, receio ou simplesmente não tocam no assunto por estar longe de acontecer, e viver o presente é o que importa. Mas é batata que o futuro nos aguarda logo ali, coladinho à vida, na realidade, ouso dizer que de mão dada com a Vida. Fora que é bem mais fácil falar dela, pois o fim é o fim e não se discute né?! A Morte é a certeza, confirmação de que alguém viveu lá. Bem ou mal? Não sei - mas é inquestionável que seu corpo jaz junto a Gaia [ou em alguma gaveta de necrotério].
Feliz 1 ano. =)
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A Conspiração
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Merry Xmas
Ou... o post de A Suicida.
Notícia bombástica aos leitores do blog: somos oito, mas já fomos onze. Nos primórdios do ensino médio, grandes amizades se formaram, se sedimentaram ou se desfizeram. Em alguns casos foram devido a brigas, outros foram por causa de vidas que tomaram rumos diferentes. Em qualquer relação como essa, é grande a chance de que tudo tenha a duração de um pensamento. Mas como qualquer pensamento, é grande também a chance de que tudo fique marcado na memória, como prova de um tempo que pode ter deixado lembranças boas ou ruins. Nunca indiferentes. Pois amizade nenhuma fica só no mais ou menos. Àqueles que têm amigos, um Feliz Natal.
Tudo isso pra informar que o que vocês lerão abaixo são palavras de A Suicida que, junto com A Turista e O Autista, compõe a tríade que carrega consigo a exclusivíssima grife de Ex-Conspirados. Isso não é pouco, não. É prova de que, pelo menos pra nós, eles não são nem nunca serão qualquer coisa.
Bon apetit.
Estou em meu quarto, são 21:16 de uma noite pseudo-chuvosa de quinta-feira. Leio umas tirinhas engraçadas na internet, uns contos eróticos estilizados, ouço as novidades da crise pela televisão e bebo um vinho do qual não gosto, mas que é tão caro que sinto valer a pena degustar. Penso no futuro, em como as coisas serão, em como o mundo se enxergará. Reflito sobre como as pragas da humanidade são tão necessárias para a sobrevivência, gerando um paradoxo tão paradoxal que nem a palavra é capaz de suportar tamanha significação. Penso em como as pessoas se esforçam em fingir ser quem não são para atrair pessoas tão distantes, enquanto se esquecem das que estão bem próximas e que desejam sua companhia exatamente por ela ser aquilo que é. Penso em como as pessoas se envolvem com outras a fim de realizações que somente elas mesmo, através de self-reflection, podem alcançar. Percebo que perdemos muito tempo com pessoas que se dizem nossas amigas enquanto deixamos nossos amigos reais esquecidos em um canto, seja da agenda, do celular, do orkut..ou ainda, num canto da memória, tããão ocupada com coisas mais fúteis. Vejo pessoas se satisfazendo com a morte dos pobres, enquanto lamentam a pouca sorte dos ricos que, pobrezinhos, tem que abrir mão do cruzeiro tão sonhado e se contentar com uma viagem simples para o Hawaii. Penso em como me envolvi com pessoas fúteis, achando que queria ser como eles...e, realmente acreditando que, algum dia, poderia ser exatamente como eles. Mas, não. Felizmente não tenho vocação para idiota. Não sei fingir que não vejo estar sendo traída por minhas próprias escolhas. Mas não me ensinaram como fazer a diferença. E, nesse mundo tão preguiçoso, não sei se estou com saco, ou se dormi o suficiente para aguentar uma revolução. Eu poderia criar uma terceira guerra mundial, criar uma guerrinha de travesseiros, ou não fazer nada. Então, prefiro é continuar bebendo o meu vinho caro, e fingir que o mundo é tão bom e tão macio quanto a minha cama.
Conspiração feita por A Suicida.
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A Conspiração
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Ahhh... Então isso é o Natal
Estava comentando ainda hoje como fico mais chato a cada dia que passa. Será por isso que sou/era O Chato?
Hoje é Natal. Quando era criança era uma das datas mais esperadas por mim. Toda aquela magia do Papai Noel que me encantava era completamente diferente de tudo que acontecia nas outras datas. Tudo era um sonho. Depois da tão esperada hora 00:00 horas, os presentes surgiam embaixo da árvore e, pronto, meu ano estava feito.
(Cuidado ao ler o próximo parágrafo, grandes revelações)
Depois que você vai ficando velho e descobre que Papai Noel não existe (pois é, não existe), ele (o Natal) vai ficando menos importante. Mesmo ganhando presentes, não é a mesma coisa. É só uma ocasião para ganhar presentes. Pelo menos foi sempre como eu encarei, acho que erroneamente.
Existe toda aquela conotação cristã do Natal que eu deixei de acreditar, afinal, sou ateu. E menos importante foi ficando o Natal. Lembro da época em que eu comemorava o Natal com a família por parte de pai. Passávamos a noite ouvindo histórias da família. Adorava aqueles momentos. Não que não fosse legal com a família por parte de mãe. Eram/são diferentes. Eis que uma boa coisa acontecia nesta data: reunião da família.
Bem, a vida nem sempre é justa e minha avó paterna faleceu. Lembro do primeiro natal sem ela. Meu pai fez o discurso antes da ceia que sempre fazíamos. Todos lá se emocionaram devido à falta que ela fazia, mas ainda estávamos reunidos.
No outro ano, já voltei a comemorar o natal com a família por parte de mãe. O pessoal gostava de confraternizar o Natal e a cear com os vizinhos. É até uma idéia legal. Afinal, dizem que é uma época para confraternização. Contudo, eu não sou lá o tipo de pessoa sociável e tão aberto a pessoas estranhas. Mais uma vez, mais um pedaço do Natal foi perdido – a reunião familiar.
Passei a comemorar a virada da véspera na internet com uns conhecidos um amigo
Por tudo isso, disse que estou ficando mais chato a cada dia que passa. As coisas vão ficando sem graça e sem sentido para mim. Cada vez fica mais difícil me arrancar um sorriso. Por quê? Eu não queria isso. Acho.
Entretanto, acho que a magia do Natal atuou hoje. Pelo menos um pouco. No momento de distribuir os presentes, meu tio fez uma surpresa aos filhos e conseguiu dar todos os presentes que esses queriam. Foi muito legal. Em um momento, todo mundo do lugar caiu
Além disso, meus pais, que estavam em uma briga, desejaram Feliz Natal um ao outro. É incrível o que essa data faz. Mesmo com todos os problemas, por um momento, tudo é esquecido e as pessoas fazem as pazes.
Acho que recuperei parte das motivações para comemorar o Natal. Estranho como as coisas acontecem sem você esperar. Não direi quais são essas motivações, mas acho que dá para entender, né?
Feliz Natal para vocês, leitores ^^
Conspiração feita por
O Chato
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Até semana passada
Até semana passada eles falavam em casamento. Eu a ouvia idealizando a cerimônia, tão empolgada porque já havia pensado tudo nos mínimos detalhes e o resultado estava como sempre desejou. Se toda a preparação da festa tivesse que começar no instante em que sua voz chegava a mim com a profunda euforia de alguém imensamente feliz e decidida, não haveria indecisão do que preparar para os convidados - que já esperavam, com a mesma certeza do casal, um casório em breve.
Até semana passada eles sabiam onde iam morar. Tinham visto a casa, que parecia ficar bonita. Não estava construída, mas uns sussurros de já dar entrada no patrimônio não era boato. Até vi rolando com um deles um papel de imobiliária. Com qual eu não me lembro, mas isso não faz diferença.
Até semana passada havia amor de verdade. E era de verdade, eu não o sentia por eles, mas posso afirmar com veemência. O sentimento ainda existe, não duvido, mas a questão agora não é essa.
Até semana passada não sabia que o tamanho da tristeza em mim seria grande ao saber dos fatos, até porque esses fatos eram inimagináveis. E cada dia mais eu quero viver tudo que eles viveram, os planos que sonharam juntos e principalmente do sentimento que zelavam pelo o outro. Tudo que anseio para mim está em processo de degradação por eles - e por muitos.
Até semana passada a vida era injusta. E bem, ela continua assim. Feliz Natal.
Conspiração feita por
O Idiota
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
[ masoquismo ]
“... o amor só é bom se doer...”
Casa de Ossanha, de Vinícius e Toquinho
Paixões passam pela gente, mas só o danado do amor, cegado pela loucura, nos deixa atordoados quando chega ou não encontrado
Muitas pessoas sofrem pelo amor unilateral, outros amam e são amados, mas existe um tipo que
faz mal, pois magoa o melhor do indivíduo...
AMOR CEGO
Além de não ser enxergado, muitas vezes é passado por cima como amizade, solidariedade, coleguismo
Mas como diz uma das comunidades mais legais do orkut: "Sou Legal, E To Te Dando Mole!"
[é isso mesmo, não é a Sou legal,não tô te dando mole]
É põe mole nisso...
Mas e o outro lado? A do amado?
Ele na maioria das vezes é o cego que não vê [Dãããã! ÓBVIO, NÉ] o que está próximo e a disposição
Ás vezes tira a venda, tudo fica claro, mas rapidamente é envolvido de dúvidas pensando que é perigoso o caminho, cheio de responsabilidades e blá-blá
O que fazer nesse caso?
Dá o velho tempo ao tempo [1° clichê]
Relaxar...
Por que o que é do homem o bicho não come [2° clichê]
Demora cair a ficha do cego?! DEMORA, mas vem com a calma do coração do amador que na ânsia de amar acaba tropeçando, fazendo tudo errado, o cego vai acordando e saindo da nuvem que o rodeia.
Isso me lembra um verso de Romeu & Julieta:
"Modere-se, pro amor poder durar"
É tiro e queda
ps.: Faltava alguma postagem sobre o Amor .o/
Tinha que ser feita pela canceriana do 1° decanato, né?!
LÓGICO *hashuashuashuahsuas*
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A Interesseira
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Histórias de um call-center
Minha irmã Rebeca Carolina trabalha numa empresa de telemarketing ativo.
*E o leitor pensa: Tsc tsc tsc... E tu de vagabundagem*
Mas então...
Ela vende PIC do Itaú, seja lá o que isso significa, e vende para o Brasil inteiro.
Numa tentativa de venda, segue-se o diálogo:
- Bom dia, senhor Fulano. O que o senhor faria com 75 mil reais?
- Eu contrataria dois matadores de aluguel para matar minha mulher e o amante dela, pois ontem os encontrei no motel, e a minha filha pequena ainda estava no quarto junto.
Pois é, Leitor. Histórias desse Brasil.
Conspiração feita por
A Vilã
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Eu e meu gato / Ele na cama / Eu no telhado / Ele sem as botas e eu sem grana
Essa fruteira é só para decoração, tá? rs*
Caro Leitor, se não sabes, eu tenho um gato. Esse aí da foto. O Cosmo. Ele pensa que ainda é tão pequenininho como quando eu o trouxe para casa numa caixinha de papelão. E ele é o meu amorzinho ^^
Vamos do início?
Porém a vontade permaneceu...
Chegando em casa, contei à minha mãe e sabe o que ela disse, leitor? “Você está maluca? Você nunca teve alergia a gato”.
Leitor, essa revelação caiu como uma bomba. Minha progenitora, minha mãe amada havia mentido para mim há mais de 20 anos. =OOO (parece até novela mexicana huahuahua)
Após essa revelação disse que ia pegar um macho e pronto. Minha mãe ficou assim-assim, mas concordou. Era o mínimo que podia fazer depois de mentir para mim. xDD
Com a ajuda avó do Lerdo , dona Maria (vozinha que adoro =***), pus meu bebê na caixinha de papelão citada. Ai, que dó me deu escutando-o miar durante todo o trajeto e depois procurando pela casa algo familiar ><” Foi de partir o coração, mas estava fazendo algo bom. Sabia que ele seria muito amado.
Claro que nem tudo são flores. Não, não, Leitor. Ele faz suas artes: faz xixi onde não deve, foge de casa, quebra as coisas (ele quebrou o José do presépio), mia a noite inteira querendo fugir, aranha minhas pernas, morde... Mas é assim mesmo, né? Filhos são assim. huahuahuahuahua
Mas todas as coisas feias são abrandadas pelas coisas boas. Por que não me disseram que é tão bom ter gato? oO
Não que eu esteja elevando os gatos em detrimento de outros bichinhos de estimação (expressão que retomarei para análise posteriormente), claro que não, Leitor. Mas sempre disseram mal de gatos, que são bichos interesseiros, independentes, isolados, apelidam de “quem dá mais”, que é do capeta ¬¬
Onde já se viu dizer essas coisas de criaturinhas tão amorosas? òÓ
Tá, eles são interesseiros, mas quem não é quando quer algo? Independentes, discordo um pouco. Prefiro nem comentar os outros dizeres...
Ele é muito engraçado. Adora brincar de correr e de esconde-esconde. Dormir embaixo na mesa. Esconder-se para atacar as pessoas. Aconchegar-se em colos. Não bebe água em vasilha pequena. Não gosta de ração de salmão (um gato que não gosta de peixe, onde já se viu? oO).
(Leitor, podes discordar de mim, mas quem tem sabe do que falo)
Você sente falta, lembra durante o dia, cuida. Isso é ou não o que se faz para alguém que se gosta?
E não há melhor presente do que chegar em casa, vê-lo deitadinho no sofá e, ao notar minha presença, miar como se me recepcionasse. Desmancho-me toda. Ai ai... (L)
E cá entre nós, Leitor, não há ninguém no momento que me faça mais feliz. =)
Conspiração feita por
A Vilã
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