Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Até semana passada

Até semana passada eles falavam em casamento. Eu a ouvia idealizando a cerimônia, tão empolgada porque já havia pensado tudo nos mínimos detalhes e o resultado estava como sempre desejou. Se toda a preparação da festa tivesse que começar no instante em que sua voz chegava a mim com a profunda euforia de alguém imensamente feliz e decidida, não haveria indecisão do que preparar para os convidados - que já esperavam, com a mesma certeza do casal, um casório em breve.

Até semana passada eles sabiam onde iam morar. Tinham visto a casa, que parecia ficar bonita. Não estava construída, mas uns sussurros de já dar entrada no patrimônio não era boato. Até vi rolando com um deles um papel de imobiliária. Com qual eu não me lembro, mas isso não faz diferença.

Até semana passada havia amor de verdade. E era de verdade, eu não o sentia por eles, mas posso afirmar com veemência. O sentimento ainda existe, não duvido, mas a questão agora não é essa.

Até semana passada não sabia que o tamanho da tristeza em mim seria grande ao saber dos fatos, até porque esses fatos eram inimagináveis. E cada dia mais eu quero viver tudo que eles viveram, os planos que sonharam juntos e principalmente do sentimento que zelavam pelo o outro. Tudo que anseio para mim está em processo de degradação por eles - e por muitos.

Até semana passada a vida era injusta. E bem, ela continua assim. Feliz Natal.

sábado, 19 de julho de 2008

Ei, Ei, Ei, Anima Mundi 2008 outra vez!

Não, não havia a menor intenção de dar alguma melodia ao título.

Prometi que não mais falaria do Anima Mundi 2008.

Mas há duas coisas que não poderiam passar em branco da visita que fiz ao festival na quinta-feira.

A primeira é que vi o melhor filme do festival até agora (devo ir amanhã, então darei um UPDATE pra informar se a opinião se manteve)

Um australiano chamado "Ephemeral", na mostra Panorama 4. A qualidade técnica da animação é de babar e o roteiro é o que tem de melhor no nonsense que esse tipo de filme inspira. Uma criatividade sem limites do autor, tanto pra conceber a idéia quanto pra desenvolvê-la. E um final pra fazer você não desgrudar da poltrona do cinema, tamanha a tensão.

Espero que minha descrição tenha atiçado a curiosidade de vocês ^^

A segunda coisa é o que mais me motiva a escrever aqui. E não é nada legal.

Gostaria de desabafar e perguntar se isso acontece com vocês também ou é perseguição com a minha pessoa.

MAS NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE UM CASALZINHO FICA SE PEGANDO DO MEU LADO. Com direito a barulhos de beijos melados e sussurros em voz infantil que só os apaixonados sabem fazer.

Gente, gostar de alguém é muito bom mas, por favor, gostem em casa xD

Tá bom, exageros à parte, eu não vejo a menor necessidade de pagar três reais pra ficar se engolindo beijando numa sala onde tá passando desenho e, pior, atrapalhando a concentração de quem QUER ver o desenho. É meio ridículo, não? Quando meu coração de pedra amolecer por alguém, farei questão de que todos saibam, inclusive a eleita (desde que seja correspondido, claro ^^). Mas não preciso ser tão enfático na demonstração. Acho que é por isso que os relacionamentos estão tão efêmeros e superficiais. Somos tão afobados pra exibir nossos sentimentos que esquecemos de entendê-los. Um gesto tão singelo quanto andar de mãos dadas na hora certa vale muito mais do que trocar germes compulsivamente no momento errado.

Portanto, um aviso: cuidado com o afeto exagerado, pra não correr o risco de presenciar uma crise de chatice do Lerdo.