quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Betametasona
A despeito de um título pouco convencional, inicio este post com um clichê clássico.
O corpo humano é uma máquina perfeita.
Perfeita e previsível.
Assim como um carro, coloque o combustível errado e as consequencias serão desastrosas. Tá bom, no nosso caso pode não ser tão desastroso, mas o carro tem o direito de morrer mais de uma vez.
Assim como o computador, se visitarmos locais perigosos estaremos expostos a vírus, vermes e outras ameaças. E o tratamento pode ser terrível em ambos os casos.
Como não tenho escritos neste mês de dezembro e não tenho vontade de açoitar-me por conta disto, aproveito este último dia do ano para delirar um pouco em companhia de meus amigos leitores. Delírios de uma mente febril. Sem trocadilhos/ironias/figuras de linguagem de poetas românticos ultrapassados.
De acordo com o meu horóscopo - Previsões 2008 - o mês de Dezembro fecharia "o ano com muita alegria e concretização das metas vividas". Estou doente, definitivamente nem um pouco feliz e sem sequer saber se vou conseguir me formar em 2011, conforme o previsto, pois corro perigo em uma quantidade assustadora de matérias. Pouparei vocês dos outros meses, para me poupar também de tão dolorosa leitura. Aliás, por curiosidade, li num jornal como seria meu ano de 2009. Não me lembro. Ainda bem.
Na verdade, 2008 foi um ano diferente. Meus pensamentos foram companhias que sempre estiveram comigo por esta estrada que eu carinhosamente chamo de vida. Me acompanhando e me atormentando. Me atormentando sim, pois minha mente é minha pior inimiga. Junto com as bactérias e o ácido acetilsalicílico. O AAS porque sou alérgico. Se vocês visitarem uma farmácia, verão que praticamente todos os remédios pra gripe, resfriado, tosse, dor na garganta e até mesmo antiácidos estomacais possuem o tal AAS, ou similares. Isso complica a minha vida de forma um tanto quanto notável. Bactérias são outras, que funcionam perfeitamente pra me causar males na garganta ou no ouvido, e são terrivelmente preguiçosas para fazer meu intestino funcionar como um reloginho, igual à propaganda (Minhas sinceras desculpas, esta foi absolutamente desnecessária, devia tê-los poupado). E minha mente... bom, quem me conhece e/ou lê este blog sabe porque minha mente é minha inimiga. Aliás, basta continuar a leitura e terão um maravilhoso aperitivo. Pois bem, enrolei e ainda não concluí. O ano de 2008 foi bastante diferente pois não tive muito tempo para que minha mente apresentasse suas dúvidas. Este foi um ano de muitas certezas, isso sim. Ou quase certezas, já que o Sr. Dúvida não pode mudar tão bruscamente assim.
Adendos:
1: "Meus pensamentos sempre estiveram comigo" talvez tenha sido a coisa mais redundantemente idiota que já escrevi em toda a minha existência.
2: Eu não chamo estrada nenhuma de vida, nem trato minha vida como uma estrada. Muito menos carinhosamente.
4: Ironias da vida. Ácido Acetilsalicílico funcionando como antiácido... vê se pode.
3: Alguém tem um paracetamol?
No ról de certezas, tenho certeza de que tenho amigos, e eles são mara. Os "novos" e os "velhos". Cada um com suas qualidades e defeitos. Tenho certeza também de que estou na profissão certa. Mesmo que um dia eu mude. Também estou certo de que não quero ter filhos. Não sei se suportaria ver miniaturas de mim, com alergia a poeira, comida e remédios, fazendo retrospectivas em blogs ao invés de passar o ano novo na praia. Faço isso também pelo bem da evolução. Meu DNA não é dos melhores. Outra certeza: Deus. Ou uma religião. Eu sempre disse que ser religioso ou ter fé não necessariamente implica ir a uma igreja. Logo eu não ia a igreja alguma. Minha opinião não mudou. Só descobri que ela não se aplica a mim. Eu preciso ir à igreja pra duvidar um pouco menos das coisas. Por fim, a última certeza: o Gato de Shrödinger. Quem vê The Big Bang Theory pode entender o que eu quis dizer. Ou não. Falando nisso, que seriado é esse? Perfeito!
Pra dar a este post algum sentido, arrisco-me a dizer que 2008 foi um ano legal. Tá bom, não foi um ano legal. Tá bom, foi péssimo, e não ajudou a dar um sentido a nada. Mas eu fui um pouco feliz, sim. Justamente por ter se tratado de um ano com poucas dúvidas e muitas certezas. Mesmo que muitas dessas certezas tenham sido desagradáveis, é melhor conviver com isso do que com um ponto de interrogação eterno. Que venham mais respostas para o ano que virá. Falando em ponto de interrogação, preciso saber se passei!!!!!
Ah, e era mentira. 36,9ºC não é febre hehehe. Foi puro ócio criativo da minha parte mesmo rs.
Este post é uma homenagem à grande substância e seus criadores, co-responsáveis pelo tratamento de cinco das cinco amigdalites que tive e de n das n crises alérgicas que se abateram sobre mim. Isso só em 2008. Inclusive as que me atingem desde o Natal.
Um ano de 2009 com muita saúde. E que no próximo dia 31 de dezembro tenhamos algo melhorzinho escrito nessas bandas.
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O Lerdo
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domingo, 28 de dezembro de 2008
Chega uma hora na vida...
Sem dúvida falar mal dos outros é o quesito de excelência da Conspiração, conquistado com muita prática e que nos rendeu um baú cheio de histórias. Mas e se nós imaginássemos o futuro? Já estou meio cheia do passado.
Por quê? Como? Onde? Quando? Com quem? Por que tantas dúvidas nos permeiam? Será por ser difícil conseguir conciliar tantos sentimentos contraditórios? A vida é assim. Uma vez li que todos temos a vida que pedimos a Deus. Ela é um troço esquisito, mas é apenas o que fazemos dela. Não podemos prever o futuro, nem nos atermos aos signos, nem determinar se seremos assim ou assado, temos apenas que deixar que ela nos guie pela mão e vê aonde tudo dará. Quem sabe não será num lugar legal. Quem sabe não seja melhor viver nosso presente da melhor maneira possível. As dúvidas continuarão, mas creio que a jornada será muito mais prazerosa.
Chega de perguntas para as quais não há respostas. É uma tendência cultural começar a questionar a vida antes da passagem do ano. As pessoas esquecem que é só uma maneira que a humanidade criou de formar um ciclo. Chega dessa vida de pseudo-vislumbre do futuro. Faça você o seu futuro. Ou continue esperando que algo maior mude sua vida...
Com os pontos de interrogação ainda de lado, hei de empregar o ponto final sem muita certeza do que afirmo, pois até o instante não sei como proceder diante de questões inevitáveis. E até se soubesse, o grau de compor uma afirmação convicta beiraria o zero absoluto. Certa vez ouvi que, ao final, grande parte do que fazemos não importa. Cada vez que medito sobre tal adágio, já misturado com tantos outros, imberbes ou já carrancudos que em mim se acoplaram e agora se confundem com os que convenho, vou contra minha natureza dúbia e tomo como certeza o que meus ouvidos receberam e meu cerne agregou. Mas sem anular a possibilidade de eu virar a esquina e a vida me mostrar que mais uma vez me enganei.
Discursos sobre a vida - sejam eles poéticos, românticos, epifânicos, viscerais, carnais ou de "pura sacanagem". O fim poucos comentam por ter medo, receio ou simplesmente não tocam no assunto por estar longe de acontecer, e viver o presente é o que importa. Mas é batata que o futuro nos aguarda logo ali, coladinho à vida, na realidade, ouso dizer que de mão dada com a Vida. Fora que é bem mais fácil falar dela, pois o fim é o fim e não se discute né?! A Morte é a certeza, confirmação de que alguém viveu lá. Bem ou mal? Não sei - mas é inquestionável que seu corpo jaz junto a Gaia [ou em alguma gaveta de necrotério].
Feliz 1 ano. =)
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Merry Xmas
Ou... o post de A Suicida.
Notícia bombástica aos leitores do blog: somos oito, mas já fomos onze. Nos primórdios do ensino médio, grandes amizades se formaram, se sedimentaram ou se desfizeram. Em alguns casos foram devido a brigas, outros foram por causa de vidas que tomaram rumos diferentes. Em qualquer relação como essa, é grande a chance de que tudo tenha a duração de um pensamento. Mas como qualquer pensamento, é grande também a chance de que tudo fique marcado na memória, como prova de um tempo que pode ter deixado lembranças boas ou ruins. Nunca indiferentes. Pois amizade nenhuma fica só no mais ou menos. Àqueles que têm amigos, um Feliz Natal.
Tudo isso pra informar que o que vocês lerão abaixo são palavras de A Suicida que, junto com A Turista e O Autista, compõe a tríade que carrega consigo a exclusivíssima grife de Ex-Conspirados. Isso não é pouco, não. É prova de que, pelo menos pra nós, eles não são nem nunca serão qualquer coisa.
Bon apetit.
Estou em meu quarto, são 21:16 de uma noite pseudo-chuvosa de quinta-feira. Leio umas tirinhas engraçadas na internet, uns contos eróticos estilizados, ouço as novidades da crise pela televisão e bebo um vinho do qual não gosto, mas que é tão caro que sinto valer a pena degustar. Penso no futuro, em como as coisas serão, em como o mundo se enxergará. Reflito sobre como as pragas da humanidade são tão necessárias para a sobrevivência, gerando um paradoxo tão paradoxal que nem a palavra é capaz de suportar tamanha significação. Penso em como as pessoas se esforçam em fingir ser quem não são para atrair pessoas tão distantes, enquanto se esquecem das que estão bem próximas e que desejam sua companhia exatamente por ela ser aquilo que é. Penso em como as pessoas se envolvem com outras a fim de realizações que somente elas mesmo, através de self-reflection, podem alcançar. Percebo que perdemos muito tempo com pessoas que se dizem nossas amigas enquanto deixamos nossos amigos reais esquecidos em um canto, seja da agenda, do celular, do orkut..ou ainda, num canto da memória, tããão ocupada com coisas mais fúteis. Vejo pessoas se satisfazendo com a morte dos pobres, enquanto lamentam a pouca sorte dos ricos que, pobrezinhos, tem que abrir mão do cruzeiro tão sonhado e se contentar com uma viagem simples para o Hawaii. Penso em como me envolvi com pessoas fúteis, achando que queria ser como eles...e, realmente acreditando que, algum dia, poderia ser exatamente como eles. Mas, não. Felizmente não tenho vocação para idiota. Não sei fingir que não vejo estar sendo traída por minhas próprias escolhas. Mas não me ensinaram como fazer a diferença. E, nesse mundo tão preguiçoso, não sei se estou com saco, ou se dormi o suficiente para aguentar uma revolução. Eu poderia criar uma terceira guerra mundial, criar uma guerrinha de travesseiros, ou não fazer nada. Então, prefiro é continuar bebendo o meu vinho caro, e fingir que o mundo é tão bom e tão macio quanto a minha cama.
Conspiração feita por A Suicida.
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A Conspiração
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Ahhh... Então isso é o Natal
Estava comentando ainda hoje como fico mais chato a cada dia que passa. Será por isso que sou/era O Chato?
Hoje é Natal. Quando era criança era uma das datas mais esperadas por mim. Toda aquela magia do Papai Noel que me encantava era completamente diferente de tudo que acontecia nas outras datas. Tudo era um sonho. Depois da tão esperada hora 00:00 horas, os presentes surgiam embaixo da árvore e, pronto, meu ano estava feito.
(Cuidado ao ler o próximo parágrafo, grandes revelações)
Depois que você vai ficando velho e descobre que Papai Noel não existe (pois é, não existe), ele (o Natal) vai ficando menos importante. Mesmo ganhando presentes, não é a mesma coisa. É só uma ocasião para ganhar presentes. Pelo menos foi sempre como eu encarei, acho que erroneamente.
Existe toda aquela conotação cristã do Natal que eu deixei de acreditar, afinal, sou ateu. E menos importante foi ficando o Natal. Lembro da época em que eu comemorava o Natal com a família por parte de pai. Passávamos a noite ouvindo histórias da família. Adorava aqueles momentos. Não que não fosse legal com a família por parte de mãe. Eram/são diferentes. Eis que uma boa coisa acontecia nesta data: reunião da família.
Bem, a vida nem sempre é justa e minha avó paterna faleceu. Lembro do primeiro natal sem ela. Meu pai fez o discurso antes da ceia que sempre fazíamos. Todos lá se emocionaram devido à falta que ela fazia, mas ainda estávamos reunidos.
No outro ano, já voltei a comemorar o natal com a família por parte de mãe. O pessoal gostava de confraternizar o Natal e a cear com os vizinhos. É até uma idéia legal. Afinal, dizem que é uma época para confraternização. Contudo, eu não sou lá o tipo de pessoa sociável e tão aberto a pessoas estranhas. Mais uma vez, mais um pedaço do Natal foi perdido – a reunião familiar.
Passei a comemorar a virada da véspera na internet com uns conhecidos um amigo
Por tudo isso, disse que estou ficando mais chato a cada dia que passa. As coisas vão ficando sem graça e sem sentido para mim. Cada vez fica mais difícil me arrancar um sorriso. Por quê? Eu não queria isso. Acho.
Entretanto, acho que a magia do Natal atuou hoje. Pelo menos um pouco. No momento de distribuir os presentes, meu tio fez uma surpresa aos filhos e conseguiu dar todos os presentes que esses queriam. Foi muito legal. Em um momento, todo mundo do lugar caiu
Além disso, meus pais, que estavam em uma briga, desejaram Feliz Natal um ao outro. É incrível o que essa data faz. Mesmo com todos os problemas, por um momento, tudo é esquecido e as pessoas fazem as pazes.
Acho que recuperei parte das motivações para comemorar o Natal. Estranho como as coisas acontecem sem você esperar. Não direi quais são essas motivações, mas acho que dá para entender, né?
Feliz Natal para vocês, leitores ^^
Conspiração feita por
O Chato
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Até semana passada
Até semana passada eles falavam em casamento. Eu a ouvia idealizando a cerimônia, tão empolgada porque já havia pensado tudo nos mínimos detalhes e o resultado estava como sempre desejou. Se toda a preparação da festa tivesse que começar no instante em que sua voz chegava a mim com a profunda euforia de alguém imensamente feliz e decidida, não haveria indecisão do que preparar para os convidados - que já esperavam, com a mesma certeza do casal, um casório em breve.
Até semana passada eles sabiam onde iam morar. Tinham visto a casa, que parecia ficar bonita. Não estava construída, mas uns sussurros de já dar entrada no patrimônio não era boato. Até vi rolando com um deles um papel de imobiliária. Com qual eu não me lembro, mas isso não faz diferença.
Até semana passada havia amor de verdade. E era de verdade, eu não o sentia por eles, mas posso afirmar com veemência. O sentimento ainda existe, não duvido, mas a questão agora não é essa.
Até semana passada não sabia que o tamanho da tristeza em mim seria grande ao saber dos fatos, até porque esses fatos eram inimagináveis. E cada dia mais eu quero viver tudo que eles viveram, os planos que sonharam juntos e principalmente do sentimento que zelavam pelo o outro. Tudo que anseio para mim está em processo de degradação por eles - e por muitos.
Até semana passada a vida era injusta. E bem, ela continua assim. Feliz Natal.
Conspiração feita por
O Idiota
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
[ masoquismo ]
“... o amor só é bom se doer...”
Casa de Ossanha, de Vinícius e Toquinho
Paixões passam pela gente, mas só o danado do amor, cegado pela loucura, nos deixa atordoados quando chega ou não encontrado
Muitas pessoas sofrem pelo amor unilateral, outros amam e são amados, mas existe um tipo que
faz mal, pois magoa o melhor do indivíduo...
AMOR CEGO
Além de não ser enxergado, muitas vezes é passado por cima como amizade, solidariedade, coleguismo
Mas como diz uma das comunidades mais legais do orkut: "Sou Legal, E To Te Dando Mole!"
[é isso mesmo, não é a Sou legal,não tô te dando mole]
É põe mole nisso...
Mas e o outro lado? A do amado?
Ele na maioria das vezes é o cego que não vê [Dãããã! ÓBVIO, NÉ] o que está próximo e a disposição
Ás vezes tira a venda, tudo fica claro, mas rapidamente é envolvido de dúvidas pensando que é perigoso o caminho, cheio de responsabilidades e blá-blá
O que fazer nesse caso?
Dá o velho tempo ao tempo [1° clichê]
Relaxar...
Por que o que é do homem o bicho não come [2° clichê]
Demora cair a ficha do cego?! DEMORA, mas vem com a calma do coração do amador que na ânsia de amar acaba tropeçando, fazendo tudo errado, o cego vai acordando e saindo da nuvem que o rodeia.
Isso me lembra um verso de Romeu & Julieta:
"Modere-se, pro amor poder durar"
É tiro e queda
ps.: Faltava alguma postagem sobre o Amor .o/
Tinha que ser feita pela canceriana do 1° decanato, né?!
LÓGICO *hashuashuashuahsuas*
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A Interesseira
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Histórias de um call-center
Minha irmã Rebeca Carolina trabalha numa empresa de telemarketing ativo.
*E o leitor pensa: Tsc tsc tsc... E tu de vagabundagem*
Mas então...
Ela vende PIC do Itaú, seja lá o que isso significa, e vende para o Brasil inteiro.
Numa tentativa de venda, segue-se o diálogo:
- Bom dia, senhor Fulano. O que o senhor faria com 75 mil reais?
- Eu contrataria dois matadores de aluguel para matar minha mulher e o amante dela, pois ontem os encontrei no motel, e a minha filha pequena ainda estava no quarto junto.
Pois é, Leitor. Histórias desse Brasil.
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A Vilã
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Eu e meu gato / Ele na cama / Eu no telhado / Ele sem as botas e eu sem grana
Essa fruteira é só para decoração, tá? rs*
Caro Leitor, se não sabes, eu tenho um gato. Esse aí da foto. O Cosmo. Ele pensa que ainda é tão pequenininho como quando eu o trouxe para casa numa caixinha de papelão. E ele é o meu amorzinho ^^
Vamos do início?
Porém a vontade permaneceu...
Chegando em casa, contei à minha mãe e sabe o que ela disse, leitor? “Você está maluca? Você nunca teve alergia a gato”.
Leitor, essa revelação caiu como uma bomba. Minha progenitora, minha mãe amada havia mentido para mim há mais de 20 anos. =OOO (parece até novela mexicana huahuahua)
Após essa revelação disse que ia pegar um macho e pronto. Minha mãe ficou assim-assim, mas concordou. Era o mínimo que podia fazer depois de mentir para mim. xDD
Com a ajuda avó do Lerdo , dona Maria (vozinha que adoro =***), pus meu bebê na caixinha de papelão citada. Ai, que dó me deu escutando-o miar durante todo o trajeto e depois procurando pela casa algo familiar ><” Foi de partir o coração, mas estava fazendo algo bom. Sabia que ele seria muito amado.
Claro que nem tudo são flores. Não, não, Leitor. Ele faz suas artes: faz xixi onde não deve, foge de casa, quebra as coisas (ele quebrou o José do presépio), mia a noite inteira querendo fugir, aranha minhas pernas, morde... Mas é assim mesmo, né? Filhos são assim. huahuahuahuahua
Mas todas as coisas feias são abrandadas pelas coisas boas. Por que não me disseram que é tão bom ter gato? oO
Não que eu esteja elevando os gatos em detrimento de outros bichinhos de estimação (expressão que retomarei para análise posteriormente), claro que não, Leitor. Mas sempre disseram mal de gatos, que são bichos interesseiros, independentes, isolados, apelidam de “quem dá mais”, que é do capeta ¬¬
Onde já se viu dizer essas coisas de criaturinhas tão amorosas? òÓ
Tá, eles são interesseiros, mas quem não é quando quer algo? Independentes, discordo um pouco. Prefiro nem comentar os outros dizeres...
Ele é muito engraçado. Adora brincar de correr e de esconde-esconde. Dormir embaixo na mesa. Esconder-se para atacar as pessoas. Aconchegar-se em colos. Não bebe água em vasilha pequena. Não gosta de ração de salmão (um gato que não gosta de peixe, onde já se viu? oO).
(Leitor, podes discordar de mim, mas quem tem sabe do que falo)
Você sente falta, lembra durante o dia, cuida. Isso é ou não o que se faz para alguém que se gosta?
E não há melhor presente do que chegar em casa, vê-lo deitadinho no sofá e, ao notar minha presença, miar como se me recepcionasse. Desmancho-me toda. Ai ai... (L)
E cá entre nós, Leitor, não há ninguém no momento que me faça mais feliz. =)
Conspiração feita por
A Vilã
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A Voz
Ai, hoje me apaixonei por uma voz! ><"
Estava eu tirando um cochilo (coisa rara), quando o meu celular toca e eu penso "PQP, quem será que está me perturbando?"
Pego o cel, vejo o número e penso "PQP [2], deve ser meu padrasto enchendo o saco porque não consegue falar com minha mãe"
Atendo com uma voz de sono e mau humorada quando a pessoa do outro lado da linha diz:
- Senhorita Suzana? Pode falar agora?
Logo despertei com aquele timbre.
Era o Tiago (???) dando-me boas-vindas ao Banco Real em nome do meu gerente.
Caro leitor, que voz!!! Simpática, límpida, bem humorada, jovial.
Poderia vir acompanhada de belos braços, belos ombros, belas pernas, belo pescoço, belo nariz, dentes com aparelho, pêlos ruivos. xD
A conversa foi profissional e talz. Nenhuma fuga do tema, mas queria esticar o papo. Perguntar sobre o dono d'A Voz. Mas negócios são negócios. =/
Quem sabe ele não me liga de volta? Sonhar é permitido, ainda.
Mas se fosse uma voz de gaúcho, caro leitor, nem pestanejava.
Conspiração feita por
A Vilã
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Roubando doce de criança
Enquanto isso num Meia-Hora da vida:
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O Lerdo
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Deus é Mara!
Antes de eu nascer Ele me disse:
"Filho, seja uma pessoa muito rica, compre um carro e more na Zona Sul. Vá andando pro trabalho e pra faculdade. Que estes locais sejam muito bem localizados, sem precisar enfrentar enchentes, engarrafamentos, transporte lotado, de preferência. Esta é a sua missão.
Enquanto isso, farei da sua vida um inferno. Só pra incentivar, sabe?
Agora vá Comigo."
Estou na luta, Pai. Um dia deixarei o Senhor satisfeito. E, tipo, se o Senhor puder me dar uma folguinha, ficarei eternamente agradecido.
Do seu filho, O Lerdo.
P.S.: Não esqueci daquelas duas coisas e, como não sou ingrato, agradeço por aqui também.
Conspiração feita por
O Lerdo
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Linha de Impasse
Esta é uma resposta a meu amigo Conspirado O Idiota, que em seu blog prefere ser chamado de Jeff. Então tá, será Jeff. Eu poderia ter respondido nos comentários de seu post sobre sua crise cinematográfica e sobre como ele se sente mal por não achar Hitchcock tão o máximo assim (creio que outros amantes de cinema que passem pelo mesmo problema devam sentir-se exatamente iguais). Como não sou um amante tão incondicional de cinema, respondo que me sinto da mesma forma, mas com relação à música.
Em meu último escrito, admiti que preferia ter sido um adolescente que curtiu todas as bandas que pessoas inteligentes e legais curtem. Seria o máximo delirar ao som de Pink Floyd, Led Zeppelin, Jethro Tull ou mesmo sem ir muito longe, ouvindo U2, Guns'n'Roses e Nirvana. Fiquei com Linkin Park, Evanescence e Pitty (os quais eu não renego, só gostaria de ter ido um pouco mais além). Assim como o Jeff reconhece as qualidades de Hitchcock, mas não consegue admirá-lo como tal, eu já ouvi e ainda ouço muita música boa de todos os medalhões do rock, mas nenhuma delas me fez adorá-los como "se deve". Também fico chateado quando não consigo gostar das bandas da moda, que todo mundo elogia e todo mundo ouve. É decepcionante ouvir um disco, cheio de expectativa e depois ver que os tais artistas nem são tudo isso. Pior é dizer isso pros amigos que indicaram. Meu alívio é que minha vida não é nem um pouco pior por causa disso. Nem melhor.
Mas a razão deste post não é falar sobre essas crises cinematográficas ou musicais. É um confrontamento de opiniões. Que já ocorreu ao vivo na saída do cinema, mas sem muitos argumentos embasados, ainda no calor do subir dos créditos. Falo de Linha de Passe, o filme mais recente dos diretores de Central do Brasil. Não sou muito de fazer comentários públicos sobre filmes. Não que eu não me ache capaz, mas há dois conspirados que entendem muito mais de cinema e qualquer coisa que eu fale pode parecer besteira. Desta vez eu não resisti, pois acho que nunca houve um choque de opiniões tão grande entre mim e O Idiota. Mesmo quando eu ainda defendo que Crash é melhor que Brokeback Mountain e, por isso, ele tem vontade de comer meu fígado.
Enfim, o filme. Eu gostaria de começar com alguma introdução sobre o tema periferia, pobreza, crimes etc. para ajudar a compor meu argumento, mas já estou tão enjoado e enojado das tantas visões pretensiosas e hipócritas sobre o assunto que nem vou perder meu tempo. Linha de Passe carrega consigo esse tipo de visão de uma forma que me fez concluir que atingimos um novo estágio na suposta luta do bem contra o mal, indo além do que já foi proposto em termos de explicações para a tragédia social que se abate no país. Aliás, nem além vai, somente amontoa todos os clichês que o assunto proporciona em pouco menos de duas horas de filme.
Temos a família formada por uma empregada doméstica, Cleuza, mãe de quatro filhos, grávida de outro. O primogênito Dênis, motoboy, pai de um menino, deve dois meses de pensão alimentícia porque precisa pagar a prestação da moto. O segundo, Dinho, frentista, evangélico, que "já deu muito trabalho à mãe". O terceiro, Dario, sonha ser jogador de futebol, mas passa por dificuldades em conseguir vaga em um clube, drama acentuado pela proximidade dos 18 anos, o que praticamente elimina suas chances de iniciar a carreira. E o mais jovem, o pequeno Reginaldo, revoltado por não conhecer o pai.
O filme, inteligentemente, esconde do espectador o passado e o futuro dos personagens. Esconder é a única coisa inteligente que o filme faz, inclusive. Pois o que é mostrado é uma sucessão de acontecimentos que mostram como a família retratada é desgraçada e como o mundo é responsável por isso. Para Walter Salles e Daniela Thomas ninguém presta, só eles. Nem os personagens principais escapam da sina criminosa que parece se abater sobre a humanidade. A diferença é que seus erros são justificados pela velha lenga-lenga de que a sociedade e as circunstâncias os obrigaram a errar. Se uma mulher sem condições de criar uma criança engravida da quinta, a culpa é da sociedade. E a maldita sociedade, representada pela patroa, não compreende isso. Se um jovem resolve roubar, não se trata de desvio de caráter, são as circunstâncias e as dificuldades que o levaram a cometer seus crimes. Se outro usa drogas, só pode ser porque foi influenciado pelos amiguinhos burgueses, ele é só uma vítima. A culpa é sempre dos outros.
Não acho que a miséria deva ser varrida pra debaixo do tapete. Mas esse tipo de discurso não leva a absolutamente nada. A vida de quem realmente está na condição de pobreza não sofre nenhuma melhoria por conta desses filmecos. Aliás, tende a piorar, porque sempre há emprego de dinheiro público nesses projetos. Ou seja, além de se verem explorados na tela, os pobres ainda precisam disputar com cineastas os caraminguás dos nossos impostos. Aliás, este é outro ponto sensível. Cineastas: querem falar de suas desgraças ou das desgraças alheias, querem fazer sua panfletagem, seu proselitismo? Façam, mas não com o meu dinheiro. É muito fácil usar o dinheiro dos outros pra dizer palavras vazias e depois dormir o sono dos justos, em suas coberturas nos Jardins, em Ipanema, ou em Paris, achando que suas mensagens "inovadoras" salvarão o mundo.
Sobre as atuações, a edição, a fotografia, não sou um profundo conhecedor, mas fiquei satisfeito. Tudo muito bem realizado, algumas cenas lindas, atores realizando um trabalho digno, como diz minha amiga Interesseira, e muitas imagens realmente legais, principalmente durante os momentos em que o futebol tem destaque. É uma pena ver tanta qualidade técnica a serviço de um mau-caratismo tão grande.
Linha de Passe - Nota: 2/10
Diante de divergência tão grande, eu recomendaria que vocês vissem o filme e tirassem suas próprias conclusões. Mas eu não recomendo não xD. Há coisa melhor por aí.
Conspiração feita por
O Lerdo
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sábado, 1 de novembro de 2008
Blogs que nascem e blogs que morrem
Tragam os charutos, hora dos tapinhas nas costas. Um blog nasceu. É o blog da nossa amiguinha Ju, que prometeu ser uma boa mãe e não deixar seu filho com fome de posts.
O endereço é:
www.seeutivesseumblog.blogspot.com
O nome é quase tão criativo quanto o nosso (modéstia mode: off). Brincadeira, só pelo nome o blog já conquistou fãs.
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Tragam os lencinhos, hora dos pêsames e palavras de conforto. Dois blogs morreram. São da nossa outra amiguinha Dari, que apesar de ter sido uma ótima mãe, resolveu matá-los (terá sido depressão pós-parto???).
Como amigos, o que temos a fazer é lamentar a decisão. E apoiá-la, pois também deve ter sido doloroso pra ela.
Mas além de amigos, somos leitores! E leitores são muito mais chatos que amigos. Por isso nós, como leitores, faremos uma campanha!!!
Volta Cinza Escuro!!!
Volta Dari!!! A Blogosfera te ama!!!
Conspiração feita por
A Conspiração
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Biografia musical
Para comemorar vinte anos, vinte músicas.
Bom, sou uma pessoa normal, não um monstro que ouvia Bach e Wagner aos 5 anos e passou a adolescência fumando maconha e curtindo Pink Floyd, Led Zeppelin etc.
Também quero deixar claro que não ouviria muitas (muitas mesmo rs) dessas músicas novamente. Só não posso negar que elas moldaram um pouco a minha personalidade. Seja pelo gosto, seja pelo trauma.
2008: "These are my heart songs, they never feel wrong. And when I wake, for godness sake, these are the songs I keep singing" (Weezer)
- Um resumo da minha biografia musical.
2007: "I'm still here, but it hasn't been easy. I'm sure that you had your reasons. I'm scared of all that emotion for years I've been holding it down." (James Morrison)
- I still hold down some emotion.
2006: "Hi no ataru basho ni dete kono te wo tsuyoku nigitte mita ano basho ano toki wo kowashite I can change my life" (Yui / S2)
- Talvez a música que eu mais goste da lista. A cantora é a favorita com certeza.
2005: "And if you go, I wanna go with you. And if you die, I wanna die with you. Take your hand and walk away." (System of a Down)
- Reflete um pouco o que eu sentia com relação às pessoas.
2004: "When you cried I wipe away all of your tears, when you screamed I fight away all of your fears, and I held your hand throu all of these years. But you still have all of me" (Evanescence)
- Me lembra os tempos em que jogava ping pong com os amigos.
2003: "In your house I long to be, room by romm, paciently. I'll wait for you there, like a stone. I'll wait for you there, alone" (Audioslave)
- Ainda uma das minhas bandas favoritas. Sempre procurava essa música na rádio.
2002: "I know now, just quite how, my life and love might still go on. In your heart, in your mind, I'll stay with you for all the time." (The Calling)
- Coisas de adolescentezinho apaixonado.
2001: "I've put my trust in you, pushed as far as I can go. For all this, there's only one thing you should know: I've tried so hard and got so far, but in the end it doesn't even matter" (Linkin Park)
- Devo muito a eles.
2000: "How long, How long, will I slide to separate my side. I don't, I don't believe it's bad. Slit my throat it's all I ever..." (Red Hot Chili Peppers)
- Meu primeiro contato com o rock internacional. Merece até um post futuro.
1999: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há" (Legião Urbana)
- Minha iniciação no rock. Terá um post em breve.
1998: "Pokémon, tem que pegá-los! - isso eu sei! - Pegá-los eu tentarei. Pokémon - Juntos teremos que o mundo defender. Vai ser grande a emoção, Pokémon!!!" (Mano Júnior huahuahuahuahuahu)
- Eu fui uma criança muito sem noção rs.
1997: "I don't care who you are, where are you from, and what you did, as long as you love me" (Backstreet Boys)
- Eu fui uma criança realmente muito sem noção.
1996: "Você foi agora a coisa mais importante que me aconteceu neste momento até hoje em toda a minha vida. Um paradoxo do pretérito imperfeito em complexo com a teoria da relatividade" (Mamonas Assassinas)
- Ah, que falta a inteligência deles faz.
1995: "segura o tchan, amarra o tchan, segura o tchan-tchan-tchan-tchan-tchan" (Gera Samba)
- Considero essa fase como um filme que merece ser queimado.
1994: "Ele é um Colosso, eu não largo o osso, e de dona já virei fã. Ele é um Colosso, que vem me acordar de manhã. Tchurururururu aaaaaaaauuuuu" (Paquitas - TV Colosso)
- Eu só almoçava depois que o chef dizia: "Atention, tá na horrra de matarr a fomê, tá na mêss pessoaaaaal."
1993: "A semana inteira, fiquei esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando. Quando a gente ama não pensa em dinheiro, só se quer amar, se quer amar se quer amar." (Tim Maia)
- Tá vendo, eu sempre dei mostras de que tinha salvação.
1992: "Estrela de luz, que me conduz, estrela que me faz sonhar" (Mocidade Independente de Padre Miguel)
- A grande responsável por minha grande paixão carnavalesca.
1991: "Não aprendi dizer adeus, mas deixo você ir, sem lágrimas no olhar. Se o adeus me machuca, o inverno vai passar, e apaga a cicatriz." (Leandro e Leonardo)
- Ainda me emociono com essa música huahuahuauhhua.
1990: "Vamos com você, nós somos invencíveis pode crer. Todos somos um, e juntos não existe mal nenhum" (Xuxa)
- Eu fui da geração Xuxa e nem por isso vendi minha alma ao capeta. Não que eu saiba.
1989: "Boi, Boi, Boi, Boi da Cara Preta, leva esse menino que tem medo de careta" (minha avó)
- Dispensa comentários.
O Lerdo não recomenda esta trilha sonora.
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O Lerdo
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sábado, 25 de outubro de 2008
A vida é tão bonita
A frase que dá título ao post foi dita por uma das personagens mais fodas que eu tive o prazer de conhecer na minha vida cinematográfica/literária: Vito Corleone. O Don. O Padrinho. Um “homem de tutano”. Apesar de não aparecer no filme, no livro a cena dessa frase é uma das mais belas que já li.
E recomendo-te também que o leia antes de ver os filmes. Os filmes são bons, especialmente o segundo, mas não possuem a mesma atmosfera do livro. Achei-os lentos em comparação ao livro. Senti falta de um narrador para falar a verdade. Mas nem por isso eles deixam de ser obras-primas. Mas que Mario Puzo foi mais feliz no livro, ele foi =)
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A Vilã
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Pra Não Dizer Que Não Falei Do Zé
Estou, eu, a Iinteresseira, voltando a minha casa depois de um querido encontro [*-*] Seguia por uma rua meio que escura num horário meio que ousado da minha parte passar por lá. Até que rompe um Zé [= um zé qualquer, um zé cu da vida - palavras da minha amiga sagitariana] no horizonte e...
Zé: Poderia me dá uma informação?
[off: interesseira com muito medo, pensando VÁRIAS coisas...]
Interesseira: Pode sim...
[off: pronto FUDEU TUDO]
Zé: Como eu posso chegar no
*pausa dramática*
FUNDO DO SEU CORAÇÃO...
Interesseira: rá!
*interesseira vira*
Zé: Que BELA informação.
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A Interesseira
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Repórteres. Again!!!
Hoje, um dia atípico - eu em casa, almoçando no sofá (!) e vendo tv (!!!) -, deparo-me com mais uma de um repórter.
Numa clara tentativa de chamar torcedores para o jogo do Brasil nessa noite, o repórter está no Maracanã mostrando o estádio (como se fosse algo novo para os cariocas ¬¬). Pois bem, não sabendo o que falar ou sofrendo de insolação pelo forte calor, o repórter mostra o cortador de grama. Isso mesmo, caro leitor. O cortado de grama (!!!!!!!!!!!), que estava estrategicamente posicionado para se mostrado.
Pergunto-me: até onde vai a falta de noção desses repórteres?
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A Vilã
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Próxima parada: fundo do poço.
Aviso: este post já está escrito há algum tempo, mas outros mais importantes/urgentes tiveram prioridade na fila. O que acabou sendo oportuno, pois ele acaba caindo em uma semana-chave.
Talvez aquela notícia bombástica sobre o um conhecido cantor tenha sido a mais bizarra de todas as coisas que já escrevemos. Não é nossa culpa, claro, se as pessoas fazem questão de exibir suas "excentricidades", pra usar educado eufemismo e não precisar recorrer a desaforos como "mediocridade", "pequenez", "insignificância". Por conta disso, achei que ficaríamos meses sem conhecer outro gracejo com o qual a vida normalmente nos brinda. Me enganei. O pior de tudo é que o fato ocorreu somente três dias depois do post do Idiota. Imagina o que nos aguarda?
A Conspiração se reuniu na semana passada. Fragmentada, mais uma vez, mas se reuniu. Não vou falar nada sobre o encontro pois não revelamos ao público nossos planos de dominar o mundo, visitar Petrópolis (A Psicopata foi... sem a gente ¬¬) e falar mal dos outros. Pularei essa parte e me dirigirei à volta, quase à meia-noite, na companhia de O Idiota e A Interesseira. Reclamei com eles que estava com muito sono. E não imaginava que era tanto. Quando desci, iniciei a longa caminhada até minha casa (o ônibus para longe) e, passando em frente a um bar, com música ao vivo, reparei que o cantor interpretava uma versão de 'How deep is your love', dos Bee Gees, em português. Achei engraçado. Até que eu prestei atenção no que ele estava cantando. Abaixo vai a transcrição. Perdoem a ausência de nomes (e números), mas o absurdo e o sono eram tão grandes que eu demorei a processar as informações.
O trecho que deveria ser assim:
"And you come to me on a summer breeze
keep me warm in your love then you softly leave
and it's me you need to show
how deep is your love
Is your love, how deep is your love?
I really need to learn"
Estava assim:
"Ele é o homem da educação,
saúde e transporte é (sic) a solução
é nele que eu vou votar
Fulano de Tal!
de tal, Fulano de Tal,
90.796"
10 Notas:
1 - Ele não se chama Fulano de Tal, nem tem número 90.796. Como eu falei, meu cérebro congelou no momento e eu não pude gravar sua identidade verdadeira.
2 - Esta também é uma "história real". Podia até se tornar uma série. A Psicopata ficou com o drama. Eu ficoi com a comédia. Ou é terror?
3 - Também não estava sonhando ou tendo alucinações, a despeito do meu sono.
4 - Por que alguém faria um jingle de candidato com uma paródia dos Bee Gees?
5 - Por que alguém cantaria este jingle num bar?
6 - Por que alguém cantaria este jingle num bar à meia-noite?
7 - Por que alguém dançaria ao som deste jingle num bar à meia-noite? (Talvez essa parte, sim, tenha sido alucinação, mas que eu vi gente... )
8 - Por que eu tinha que estar passando no exato momento em que pessoas cantavam e dançavam ao som deste jingle num bar à meia-noite?
9 - Se com menos de 20 anos eu já presenciei isso, imagina aos 60. Melhor repensar o título do post.
10 - Concordo com O Idiota, "Jesus está voltando". E com a Dari, "O nulo é cada vez mais uma tentação!"
Aos que ficam, tentem imaginar o jingle cantado no bar e comparem com isso. Respondam com sinceridade: qual a melhor versão? Um doce pra quem realmente encontrar algo "melhor" entre esses dois concorrentes.
Conspiração feita por
O Lerdo
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
História Real
Terça-feira eu tive uma oportunidade única, principalmente pra uma futura historiadora, eu e meus miguxus da facul conversamos com um sobrevivente de Auschwitz. E olha que tenho gravações pra provar!
Quando agente entra na casa dele os quadros nos pulas a vista, tudo lembra o Holocausto, mas não de uma forma sóbria e sim como algo forte que não pode ser esquecido. Tem um quadro grande que me chamou mais a atenção, ele fica em cima do sofá é um homem sentado apontando para uma criança que esta numa foto cercada de outras crianças cada uma com estrela no peito.
-Essa criança é o senhor seu Aleksander?
-Sim, sou eu quando estava na escola, ganhei essa foto faz pouco tempo.Um dia os alemães falaram para todos irem para a escola no dia seguinte, pra avisar os coleguinhas que tinham faltado, eles ias dá mais sopa para cada criança.Quando eu contei isso pro meu pai ele me escondeu e não deixou eu ir pra escola naquele dia.Todos os meus amiguinhos foram levados para extermínio, daquela turma eu fui o único que sobrevivi.
Ele sofreu tanto durante a guerra, perdeu a adolescência, a família, sua antiga vida e hoje ele é tão lúcido, educado e amável, ele é feliz no entanto aquelas lembranças nunca vão deixá-lo.
E quanto a mim, o que posso dizer é que simplesmente não consigo formar a idéia dele no campo de concentração, não consigo transformar aquele velinho amável em um jovem judeu preso em Auschwitz, parece algo completamente irreal. Entretanto não há como negar que conhecer o senhor Aleksander é uma experiência incrível que muda as pessoas e que me mudou de certa forma.
Conspiração feita por
A Pscicopata
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