sexta-feira, 25 de julho de 2008

Indignação [1]

Estou aqui para fazer uma campanha contra as piadinhas de apresentadores de telejornais.

Será que eles não percebem o quanto são inconvenientes?
Será que não dá para falar sobre algo sério sem querer ser engraçadinho?
Será que eles gostam de jogar ralo abaixo (ou melhor, piada abaixo) toda uma carreira?
Será que não percebem o quanto as brincadeirinhas são falsas?

O pior que isso não acontece somente com repórteres em início de carreira. Já ouvi muitas piadinhas de profissionais respeitáveis, de anos de casa (sim, estou falando do conjunto da Globo).
E vejo essa moléstia propagar-se entre os colegas de profissão de outras emissoras.

Abaixo às piadinhas de repórteres!!!!!!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

♪ Abaixa o Som! ♪ (Parte 2a - Anos 90)

Já leu?
Introdução
Anos 80

Não se esqueça dos links, hein. Eles estão espalhados tanto nas figuras quanto no texto.


O bom senso foi barrado no baile

Parece até cara-de-pau da minha parte ("...não, Lerdinho, imagina...¬¬") retomar a série que tá abandonada desde fevereiro. Nem vou me dar ao trabalho de enumerar o inumerável, ou seja, os motivos que fizeram essa série tão promissora esperar cinco (!!!) meses por sua continuação. Então, vou combinar com meus amigos leitores: vamos fingir que estamos em fevereiro, no máximo, março. É uma tarde quente de verão, quando só pensamos em tomar um sorvetinho ou uma cerva (pra quem gosta), e eis que surge o post tão esperado. OK? Prossigamos, então.
Pra quem não acompanha o blog desde aqueles tempos remotos, antes podem dar um pulinho aqui e depois aqui.

Voltemos à lista das piores músicas das últimas décadas. Sobre os anos 80, eu só tinha testemunhos reais (minha mãe, por exemplo hehehe) e virtuais, o que eu me lembrava de ter visto nos programas de TV sobre a época e os resquícios que essa cultura deixou.

Agora eu me aventuro num terreno conhecido. Minha infância foi vivida nos anos 90 e, como todos sabem, nossas melhores memórias estão situadas na infância. Exceto a memória musical, é claro. Confesso que vivi o melhor do pior da música noventana (neologismo meu, perdão ^^). Por causa do meu conhecimento de causa, o post ficará enormemente grande e terá que ser dividido. Fiquem então com a primeira parte da segunda parte. Só quero lembrar que não é injustiça com os anos 80. Eu sei que foi muito pior que os 90, mas eu conheço muito pouco e não sou historiador pra fazer esse tipo de pesquisa (nem recebo pra isso hehehehe).

Aproveito também pra sinalizar uma mudança na condução desta "pesquisa". Confesso que me diverti muito fazendo o último post e que gostei bastante do resultado. Mas ficou parecendo que eu queria falar mais dos clipes do que do movimento musical. Claro que os clipes merecem todo destaque possível, já que sua qualidade compete de igual pra igual com as músicas. Mas a partir daqui vou falar mais de música/estilo/artista do que do vídeo. Sem abandonar os vídeos, claro.

Recomeçando...

A década de 80 levou consigo o comunismo, a hiperinflação, o Menudo e uma penca de bandas de rock brasileiras, que cairiam no ostracismo e retornariam com força nos anos 2000 para as chamadas festas Ploc. Mas se alguém esperava um refresco, a década de 90 se mostrou um desastre em termos musicais. Ainda bem que ninguém esperava um refresco.

O que o pessoal esperava mesmo era o Domingão do Faustão, programa favorito das famílias brasileiras, e que sempre trazia uma miríade de vídeocassetadas, pegadinhas e artistas promissores da música sertaneja. A fórmula é simples: pegue um par de matutos do interior de São Paulo ou Goiás, mude seus nomes - se um se chama Roberval e o outro Julicleison, ambos viram Tonhão & Tunico, pronto,- vista-os com ternos e chapéus de caubói e pronto, temos uma dupla sertaneja. Nem precisa ter aulas de canto, porque caipira já sabe cantar naturalmente, e sempre do mesmo jeito (um canta com voz aguda e sofrida, mesmo se a música for alegre e o outro canta falando, ou fala cantando). Veja só no vídeo logo abaixo.
Hoje o sertanejo não faz mais sucesso nenhum, só o Leonardo aparece no Faustão, mas eu acho que o apresentador faz isso de sacanagem com o público. E volta e meia aparece uma dupla repetindo a mesma fórmula de músicas com letras maliciosas cantadas num tom de velório. Não, não dá mais certo.

Repare no vídeo: Leandro e Leonardo - Paz na Cama

- Olhe o Fantástico de novo, dando aquele gás pra nossa música popular.
- Na destreza e, principalmente na alegria de ambos em frente às câmeras.
- Na produção: os fade-ins, os efeitos e, principalmente o casal protagonista


Esse vídeo me fez lembrar da época em que eu me vestia igual ao meu pai e o obrigava a imitar Leandro & Leonardo em frente À TV. Eu era o Leonardo, claro, e meu pai imitava o Leandro direitinho...

A gente percebe que as coisas não estão legais quando as modelos de comportamento de nossas crianças aparecem na TV em trajes sumários, no auge da adolescência falando com uma voz infantilmente sexy e, pior, quando elas resolvem cantar. Eu aceitei sofrer tentativa de assédio sexual pela pinta da Angélica na minha infância, aceitei que a Eliana falasse sobre o que faz com seus dedinhos e até mesmo aceitei que a Xuxa deixasse menininhos alisarem os peitos dela no começo de sua carreira. Mas não posso perdoar esse trio por detonar meus ouvidos e neurônios e não deixaria meus filhos sob a tutela dessas babás. Pra vocês terem uma idéia do que eu tô falando, sabe-se que hoje a Xuxa é uma mãe exemplar (cof, cof...), mas esconde um passado que, além de pedófilo, é satanista. E a Eliana, depois de tentar êxito no ramo do entretenimento adulto (não me interpretem mal, hein...) resolveu jogar tudo pro alto e mandar todo mundo ...

Dá uma olhada nesse: Angélica - Vou de Táxi
- A voz sexy
- As tomadas da câmera pelo seu corpo juvenil
- Se não fosse ridículo, seria excitante.
- O saxofonista
- Era pra ser infantil??? o.O
- MENÇÃO HONROSA: A ausência de um táxi (bela sacada do
Idiota)

Pois bem, termino insatisfeito este post, pois falei demais e dei informações de menos. Vou tentar me controlar mais na próxima, mas é muito difícil xD.
Não percam, pois ainda teremos, só nos anos 90.
- Pagode
- Axé
- Funk
- Boy Bands
- Pop
- ELE

Leia também
Anos 90b
Anos 90c

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Semana do Resgate de Posts!!!!

Olá, visitantes e servos.
Se liguem, pois até domingo águas passadas moverão moinhos.

Quem garante é A Conspiração.

Conspirando é o nosso blog favorito.

Abaixo, voltemos à nossa programação normal.

domingo, 20 de julho de 2008

Eu ainda faço o post prometido {sorriso simpático aqui}

Eu iria escrever algo engraçadinho a partir de uma idéia da minha irmã Rebeca Carolina (sou vilã mas seu valorizar as pessoas xD), mas não estou muito no espírito engraçadinho hoje. Aliás, quem me conhece sabe que não faço o estilo engraçadinho (tá, tentarei não escrever mais engraçadinho/a e afins).

E me pergunto agora por que escrevo. “Qual é o real motivo, Vilã?” Não sei a resposta.
Talvez seja influenciada pela leitura de outros blogs (alguns, por incrível que possa parecer, me fizeram refletir);
talvez por me sentir em dívida com o blog;
talvez pelo ócio de domingo;
talvez por estar ouvindo Zeca Baleiro;
talvez pela tristeza que me invade (confesso: não estou bem);
talvez por sentir um vazio;
talvez por pensar que “tempos difíceis estão por vir”;
talvez por me sentir de saco cheio de tudo;
talvez por nada;
talvez por tudo;
talvez por todas as razões acima.

Só tenho certeza pelos dois motivos abaixo:
1º argumentos de O Lerdo sobre por que escrever num blog;
2º seguinte comentário do responsável pelo blog Brócolis X: "Bom, Agamenon reclama que só têm 17 leitores; eu continuo escrevendo para ninguém, isso nem de longe me fere, tampouco me faz parar."

Daí, vi que preciso expor de alguma forma o que sinto. Talvez esse blog não seja o veículo indicado, ou talvez sim. Verei com o tempo. Verei qual será a sensação de me expor. Será que gostarei?
Engraçado (desculpe!) mas não gosto de falar de mim e quero fazê-lo, e não sei por onde começar.
Contarei algo que aconteceu no domingo insosso e que me fez pensar.

Pois bem, estava eu lendo quando o telefone tocou. Número desconhecido. Uma voz de mulher fala:
- Oi, feliz dia do amigo. Eu te amo muito. Você é muito importante para mim. (rindo)
Silêncio de minha parte enquanto tentava raciocinar e descobrir de quem era aquela voz (sou péssima nisso). Até pensei que fosse uma mensagem fonada e talz. Afinal, é (era) dia do amigo.
Eu pergunto, tentando ser simpática ao máximo:
- Quer falar com quem?
Resposta:
- Não credito que já me esqueceste (é, foi esse a pessoa usada e sempre rindo).
E eu pensando mil coisas faço a mesma pergunta outra vez.
E ela responde (aqui já meio cantarolando):
- Com a Francis.
Eu (meio aliviada):
- Não é dela esse celular, senhora.
Ela se desculpa, muito sem graça, e desliga.
Depois claro, ri muito.

Porém, depois de rir muito, me entristeci. Senti um vazio. Não sei por quê (percebeu que não sei de nada né?).
Fazendo minhas as palavras da Interesseira numa conversa pelo msn: sou uma mina indecisa. Porém sou indecisa em relação aos meus sentimentos. Já escrevi uma vez sobre mim: “Sou um amontoado de sentimentos muitas vezes contraditórios”. E não sei o que fazer com eles. Acho que ninguém sabe. {sorriso triste aqui}

Não me interprete mal. Não quero receber elogios, conselhos, muitos comentários. Quero me expor para ver no que isso dá. Hoje sinto uma necessidade de falar, mas não quero conversar com ninguém em particular. Confesso que tenho um pouquinho de esperança que ninguém leia esse rol de bobagens.
Nem estou tentando ser sentimental. Não sei sê-lo.

Acho que preciso de um psicólogo.

Ficarei por aqui, papel (não resisti Huahuahuahuahauhuahua).
Gostei de escrever, apesar de não ter conseguido dizer o que realmente quero. E adivinhe: não sei ao certo o quê.

PS: Um dia faço o post prometido. E já que falei de Zeca:

pra que que eu vou cantar
se você não vai escutar
a voz do coração
deste compositor popular
não não não vou chorar
se bem que eu tinha razão
mas isso não é bossa nova
nem samba-canção
só quero que você
seja minha ouvinte
mas você não me dá ouvidos
então é o seguinte

fiz essa canção só pra você
mas pra quê?
se você gosta só de mpb
e eu sou puro
puro rock¹n¹roll
com meus três pobres acordes
meu bem acorde
venha ver meu show
(fiz esta canção_zeca baleiro)

sábado, 19 de julho de 2008

Ei, Ei, Ei, Anima Mundi 2008 outra vez!

Não, não havia a menor intenção de dar alguma melodia ao título.

Prometi que não mais falaria do Anima Mundi 2008.

Mas há duas coisas que não poderiam passar em branco da visita que fiz ao festival na quinta-feira.

A primeira é que vi o melhor filme do festival até agora (devo ir amanhã, então darei um UPDATE pra informar se a opinião se manteve)

Um australiano chamado "Ephemeral", na mostra Panorama 4. A qualidade técnica da animação é de babar e o roteiro é o que tem de melhor no nonsense que esse tipo de filme inspira. Uma criatividade sem limites do autor, tanto pra conceber a idéia quanto pra desenvolvê-la. E um final pra fazer você não desgrudar da poltrona do cinema, tamanha a tensão.

Espero que minha descrição tenha atiçado a curiosidade de vocês ^^

A segunda coisa é o que mais me motiva a escrever aqui. E não é nada legal.

Gostaria de desabafar e perguntar se isso acontece com vocês também ou é perseguição com a minha pessoa.

MAS NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE UM CASALZINHO FICA SE PEGANDO DO MEU LADO. Com direito a barulhos de beijos melados e sussurros em voz infantil que só os apaixonados sabem fazer.

Gente, gostar de alguém é muito bom mas, por favor, gostem em casa xD

Tá bom, exageros à parte, eu não vejo a menor necessidade de pagar três reais pra ficar se engolindo beijando numa sala onde tá passando desenho e, pior, atrapalhando a concentração de quem QUER ver o desenho. É meio ridículo, não? Quando meu coração de pedra amolecer por alguém, farei questão de que todos saibam, inclusive a eleita (desde que seja correspondido, claro ^^). Mas não preciso ser tão enfático na demonstração. Acho que é por isso que os relacionamentos estão tão efêmeros e superficiais. Somos tão afobados pra exibir nossos sentimentos que esquecemos de entendê-los. Um gesto tão singelo quanto andar de mãos dadas na hora certa vale muito mais do que trocar germes compulsivamente no momento errado.

Portanto, um aviso: cuidado com o afeto exagerado, pra não correr o risco de presenciar uma crise de chatice do Lerdo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Mundo animado

Anima Mundi 2008 traz o retorno triunfal de um ícone.

O Anima Mundi é um evento somente três anos mais novo que eu. Em sua 16ª edição, gênios (e nem-tão-gênios-assim) da animação mundial têm espaço em diversas salas de cinema e vídeo do Rio e de São Paulo pra exibir o que há de melhor na área, tanto nos aspectos técnicos como nos mais subjetivos como roteiro, fotografia, simbologia etc.

Aqui no Rio, o festival começou na sexta-feira 11 e vai até domingo 15. Infelizmente para nossos amigos paulistanos, a mostra ocorrerá somente dos dias 23 a 27 por aquelas bandas. Portanto, amigos da garoa, vocês não podem se atrasar. Façam o que eu digo, mas não o que eu faço, já dizia (e aida diz) a minha avó.

Só ontem consegui tempo para inaugurar o "eu no Anima Mundi". Sou amante de animação desde criança. Tá, qual criança não ama animação. O que eu quero dizer é que até hoje me divirto muito mais vendo um desenho do que um daqueles "filmes pra dizer que eu sou intelectual". Se bem que não é saudável fazer generalizações. Tem muita animação realmente ruim e muito filme cult realmente bom (os intelectuais podem não ser ignorantes, às vezes).

Gostaria de finalmente poder ver um longa-metragem no Anima-Mundi, mas acho que terei de deixar para o próximo ano e me contentar somente com os curtas mais uma vez. O que não é nenhum demérito. Foram três sessões vistas no dia de ontem, ou 25 filmes curtinhos, de um total de 44 sessões (Só ontem!) espalhadas pela cidade. Abaixo alguns comentários sobre os melhores filmes.

Assim como o genial "How to Hook Up Your Home Theater" (Como Montar seu Home Theather) - uma releitura contemporânea dos clássicos desenhos do Pateta - merecem destaque para a sessão de Curtas 12 o tcheco "Plastic People", uma crítica surreal e muito bem humorada sobre a homogeneização da beleza através das cirurgias estéticas; no francês "La Tête Dans les Flocons" a opção por utilizar brinquedos comprados em lojas como personagens deu uma graça ímpar a um roteiro simples (a disparidade entre os tamanhos dos bonecos é hilária); "Umpredictable Behavior", dos EUA, consegue emular em cinco minutos todo o clima de suspense das melhores estórias de Sherlock Holmes. Com a vantagem de ter um final duplamente IMPRESSIONANTE. Haja criatividade.


Quem assistiu os Curtas 14 pôde conferir o que há de melhor e mais diverso no mundo da animação, tecnicamente falando. Todos os filmes têm alguma peculiaridade que os engrandece. Mas como destaques fico com o surreal japonês "Kodomo no Keijogaku", feito somente a traços de lápis, mos"trando a imaginação de uma criança da maneira mais próxima que se consegue chegar; o fofinho Things You Think - Love", de Alemanha e Dinamarca, outro com crianças e ótimo pra fazer a namorada se encantar com sua sensibilidade; e o francês "Oktapodi", uma seqüencia de ação envolvendo um casal de polvos, um chef de cozinha e umas gaivotas, que mereceu aplausos e prêmios internacionais. Imperdível.


Pra finalizar, a sessão Infantil 1 foi, como não poderia deixar de ser, uma boa pedida pros pirralhos. E pirralhos foi o que não faltou na hora, com uma turma graaaande de estudantes em excursão. Gritarias entre cada filme à parte, todos eles tiveram a incrível capacidade de manter os pesqtinhas quietos = o Mas já que é pra eleger destaques, fico com "O Velho Pajé" (Hugh), da França, a historinha indígena mais legal com os personagens mais bonitinhos do dia; o salvadorenho "O Conto da Menina Morta Viva" (El Cuento de la Muerta Viva Tonta, la Gedentina y el Flete) , engraçado até a morte, demonstrando como nossos companheiros hispânicos tratam a morte de maneira diferente da nossa; e o alemão "Eu Te Amo Eu Te Odeio" (About Hate, Love and the Other One), o qual não irei comentar pois foi feito somente pra ser visto. Demais.


Ainda devo visitar o Anima mais duas vezes. Mas não devo fazer novos comentários sobre os filmes por aqui. Primeiro porque minha intenção ao abrir o tópico era falar do evento. Acabou virando crítica (ê, mania desses conspirados). Segundo porque o que eu tinha pra falar do evento já está neste post. Espero que ele, ou mesmo as opiniões sobre os filmes incentivem nossos inúmeros leitores a comparecer em peso pra curtir uns momentos fora da realidade.

Internet: www.animamundi.com.br
Programação:
- Completa
- Grade de Exibição

domingo, 13 de julho de 2008

Na mesma

Semana passada, cheguei ao meu 20º aniversário - e percebo o quanto esses números são relativos.

Idade só tem valor para entrar em boates ou permitir que assista a determinados filmes no cinema.
Idade só indica se você irá para o Instituto Padre Severino ou para alguma penitenciária.
Idade te permite fazer carteira de motorista.
Idade só tem valor no papel.

Cheguei à casa dos 20. Há um tempo atrás, para mim, ter 20 anos era sinônimo de maturidade, responsabilidade, trabalho, pessoa séria e com relacionamento afetivo estável. Ok, eu me equivoquei em partes, mas são imagens que formamos quando somos crianças. Os grandes pareciam grandes demais - e eu, por mais que me achasse um tanto maduro para os meus 15 anos [santa ingenuidade!], ainda era um adolescente que freqüentava a escola e me masturbava compulsivamente com revistas pornográficas encontradas um certo dia pelo meu pai em cima do armário do banheiro.

O sexo solitário continua - ainda que dosado - e com ele muitas outras coisas.
Continuo sem barba e magrelo. Continuo dependente de um monte de coisas e pessoas. Meus sentimos permanecem ainda mais instáveis e confusos. Ainda sou repreendido pelas besteiras que faço. Continuo sem ter o melhor a dizer quando alguém pede para conversar. Ainda não estou preparado para um relacionamento sério - e permaneço receoso quanto a isso. As pessoas ainda falam para eu sair da posição onde me estacionei. Continuo inseguro para chegar em alguém desconhecido e puxar conversa. Ainda me divirto com as minhas piadinhas sem graça. Ainda faço brincadeiras infantis e tomo decisões imaturas. Continuo respondendo aos meus pais. Ainda assisto O Rei Leão e falo junto com os personagens. Ainda gosto da Xuxa. Ainda não sei o que devo fazer da minha vida. Continuo demorando para tomar decisões. Ainda me sinto pequeno e menor a muitas pessoas a minha volta.

Eu até mudei, mas permaneço o mesmo. Serei o Jefferson para o resto da vida. Serei um idiota até o último momento. Não que eu faça questão...